Sam Altman defende IA como infraestrutura essencial para países durante cúpula do G20

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Adoção da inteligência artificial é considerada essencial por líderes no G20.

O presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, destacou a importância da adoção da inteligência artificial (IA) pelos países, afirmando que essa transição é inegociável. A declaração ocorreu durante o segundo dia do Ministerial de Inovação do G20, em Chapel Hill, na Carolina do Norte, EUA.

O evento contou com a presença de líderes tecnológicos e representantes das nações do G20, incluindo China, Brasil, Canadá e Alemanha. A conferência foi liderada pelo secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e pelo diretor do Escritório de Política de Ciência e Tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios.

Altman enfatizou que a implementação da IA traz um potencial econômico significativo. “O crescimento econômico e o benefício para as pessoas que podem vir disso, o valor para um país, é alto demais para ignorar”, declarou. Ele comparou a adoção da IA à eletricidade, afirmando que rejeitar essa tecnologia seria tão imprudente quanto recusar eletricidade no passado.

O executivo previu que a IA impulsionará um grande crescimento no empreendedorismo. “Este será o maior boom no empreendedorismo e na criação e desenvolvimento de pequenas empresas que o mundo já viu”, afirmou em conversa com Lutnick.

Democratização da inteligência e regulação pragmática

Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia, descreveu a IA como “o grande equalizador”, ressaltando que a tecnologia democratizará o acesso à inteligência entre os países do G20. Huang fez uma analogia entre a IA e infraestruturas essenciais, como água e eletricidade, ressaltando a necessidade de os países construírem a infraestrutura necessária para sustentar suas economias locais.

Em relação à regulação da IA, Huang sugeriu uma abordagem pragmática, defendendo que as regulamentações devem focar em danos práticos e reais, em vez de hipotéticos.

Elon Musk, presidente-executivo da Tesla e da SpaceX, também participou do evento, prevendo que a IA pode aumentar a economia global em até 30%. Musk projetou a existência de mais de um bilhão de robôs humanoides em uma década e alertou contra a excessiva regulação, comparando novas empresas a mudas que precisam de espaço para crescer.

Tom Brown, cofundador da Anthropic, elogiou uma declaração de Donald Trump sobre a importância dos data centers, destacando que eles são uma fonte significativa de empregos e prosperidade.

Desafios enfrentados pelos data centers

A resistência das comunidades locais ao avanço dos data centers de IA foi um tema central nas discussões. Scott Bessent, secretário do Tesouro, criticou as empresas de tecnologia por sua falta de comunicação com a população. Ele afirmou que as empresas de IA não têm sido eficazes em explicar os benefícios dos data centers ao povo americano.

Lutnick caracterizou a oposição aos data centers nos EUA como “propaganda de nossos adversários”. O governador da Pensilvânia, Josh Shapiro, destacou que muitos desenvolvedores não consideram as comunidades ao planejar novos data centers.

David Sacks, copresidente do Conselho de assessores do presidente em ciência e tecnologia, defendeu que os projetos de data centers podem trazer benefícios locais se forem bem executados, enfatizando que a decisão deve ser local e não federal.

Tarifas sobre semicondutores e tensões comerciais

Lutnick confirmou que o governo Trump está elaborando uma nova estrutura tarifária para semicondutores, afirmando que a política tarifária será direcionada, incentivando a construção local. “Se você constrói aqui, não paga, mas se não constrói aqui, espere pagar para entrar no maior mercado do mundo”, disse.

Huang, da Nvidia, afirmou que não houve discussões no G20 sobre as tarifas de semicondutores anunciadas pela administração Trump.

No campo comercial, Lutnick acusou o Canadá de sabotar as negociações de um acordo bilateral, o que levou à imposição de tarifas de 50% sobre produtos canadenses. A primeira-ministra da Alberta, Danielle Smith, contestou essa afirmação, alertando que as novas tarifas terão um impacto significativo na vida das pessoas.

Lutnick também defendeu a política tarifária de Trump, afirmando que o colapso das tarifas recíprocas resultou em uma queda de 1,6% no

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