Secretaria de Tarcísio investiga desaparecimento de R$ 23 milhões em materiais

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R$ 23 milhões em materiais da Secretaria de Esportes desaparecem após inventário.

A Secretaria de Esportes da gestão atual enfrenta um grave problema de transparência e controle financeiro, com a revelação de um rombo de R$ 23 milhões em materiais adquiridos.

O desvio foi identificado após um inventário do almoxarifado, solicitado pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. A investigação apontou que, enquanto as notas de empenho totalizavam R$ 51,5 milhões em compras, os itens efetivamente encontrados somavam apenas R$ 16,7 milhões.

Em resposta à discrepância, a secretaria iniciou esforços para localizar a destinação de parte dos materiais, conseguindo identificar R$ 11,5 milhões que haviam sido doados. No entanto, a origem do restante dos itens permanece desconhecida.

A Secretaria de Esportes declarou que está implementando medidas aprimoradas de controle e gestão patrimonial, reafirmando seu compromisso com a correta aplicação dos recursos públicos. Um relatório preliminar está sendo produzido para subsidiar a abertura de uma sindicância.

Especialistas em direito administrativo, como Vitor Schirato, argumentam que situações com tamanha discrepância deveriam resultar em sindicâncias imediatas, destacando que a falta de controle em uma empresa privada levaria a demissões instantâneas.

No início de 2025, durante a análise da prestação de contas da secretaria, o TCE-SP notou divergências entre os dados apresentados e aqueles registrados em um sistema de controle orçamentário. A falta de um controle adequado de estoque também foi mencionada, contrariando a legislação vigente.

O conselheiro Sidney Estanislau Beraldo, ao aprovar o balanço geral, indicou a necessidade de medidas corretivas. Em abril do ano anterior, a então secretária da pasta determinou a formação de uma comissão para realizar um inventário detalhado dos materiais.

Documentos obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação revelaram que, em junho, a comissão identificou uma discrepância de R$ 34,7 milhões entre os materiais disponíveis e os valores registrados. O relatório apontou falta de organização no armazenamento, com imagens mostrando caixotes de papelão desordenados.

A comissão solicitou que diversos setores da secretaria enviassem recibos de doações, mas apenas uma servidora atendeu ao pedido. Em julho, a urgência na regularização das falhas foi enfatizada, mas um plano de ação detalhado solicitado não foi apresentado.

Em outubro, novas medidas foram determinadas para investigar o rombo de R$ 34,7 milhões. A secretaria, em dezembro, informou sobre a localização de materiais que totalizavam R$ 11,5 milhões, relacionados a doações e itens para eventos esportivos.

Questionada sobre os beneficiários das doações, a secretaria afirmou que os materiais são destinados a escolas, entidades e municípios, mediante solicitação formal. Contudo, dificuldades na documentação e na correlação entre os materiais físicos e os registros contábeis foram relatadas.

O subsecretário de gestão corporativa argumentou que a quantia de R$ 23 milhões em materiais não localizados não poderia ser considerada para apuração devido à complexidade do levantamento. Em 2026, houve mudanças na equipe, com exonerações que levantaram questionamentos sobre a pressão por apurações.

A Secretaria de Esportes reiterou que continua a apuração das inconsistências e que está colaborando com os órgãos de controle, além de revisar seus procedimentos administrativos para garantir a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Por outro lado, um grupo de sete deputados se destacou ao controlar uma parte significativa das emendas, gerando críticas sobre a desigualdade na distribuição de recursos e levantando questões sobre a influência política e a transparência no uso desses fundos.

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