Senado nega indicação de Jorge Messias para o STF

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Senado rejeita indicação de Jorge Messias ao STF, marcando um episódio inédito na Nova República.

O Senado decidiu, na última quarta-feira, rejeitar a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). A votação resultou em 42 votos contrários e 34 favoráveis, fazendo de Messias o primeiro indicado na Nova República a não conseguir a aprovação.

Para garantir sua nomeação, o candidato precisava de pelo menos 41 votos a favor. A análise de sua indicação foi a mais demorada da história do Senado, com um período de espera de 160 dias até a sabatina. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Messias já havia enfrentado uma rejeição significativa, com 16 senadores apoiando sua nomeação e 11 se posicionando contra.

Desde o início, a trajetória de Jorge Messias foi marcada por atritos. Escolhido pelo presidente Lula em novembro de 2025, ele encontrou resistência, especialmente do presidente do Senado, que favorecia outro nome. Essa situação levou o governo a adiar o envio da indicação oficial, buscando tempo para negociar apoio entre os senadores.

A indicação de Messias ficou parada por meses, sendo finalmente apresentada ao Senado no início de abril. O governo apostou que sua experiência em diversos órgãos públicos e sua formação acadêmica, além de seu perfil evangélico, pudessem ajudar a conquistar a oposição. Ele chegou a contar com o apoio de alguns ministros do STF, incluindo um indicado anteriormente por Jair Bolsonaro.

Durante a sabatina na CCJ, que durou cerca de oito horas, Messias teve uma performance mediana, mas o resultado da votação foi apertado, estabelecendo um novo recorde de rejeição. A última vez que o Senado havia rejeitado um candidato ao STF foi em 1894, quando cinco dos onze nomes propostos pelo presidente Floriano Peixoto foram recusados, incluindo candidatos sem formação em Direito.

Com a negativa do Senado, o presidente Lula agora se vê na necessidade de buscar um novo nome para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso.

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