Sindjors estabelece prioridades e forma grupos de trabalho para o segundo semestre
Sindicato de Jornalistas do Rio Grande do Sul define estratégias para o segundo semestre de 2026.
O Sindicato de Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) realizou um seminário de gestão, onde foram estabelecidas prioridades e grupos de trabalho para o segundo semestre de 2026. O encontro, realizado por videoconferência, marca o início de uma nova fase de organização interna da entidade em um contexto considerado crucial para a categoria, especialmente com a expectativa de início das negociações da Convenção Coletiva de Trabalho 2026-2027.
A pauta de reivindicações dos jornalistas já foi encaminhada aos sindicatos patronais, e o Sindjors aguarda a definição da primeira rodada de negociações. O seminário, coordenado pela presidenta Laura Santos Rocha, teve como objetivo aumentar a participação de dirigentes e colaboradores nas atividades do sindicato, além de estruturar ações permanentes em áreas estratégicas para a defesa da profissão e fortalecimento da entidade.
Grupos de trabalho
Como resultado do seminário, foram formados grupos de trabalho (GTs) que se dedicarão ao desenvolvimento de projetos, mobilizações e ações específicas nos próximos meses. Um dos principais focos será o combate à precarização das relações de trabalho no Jornalismo, liderado por Alexandre Haubrich. A busca por novas fontes de receita, por meio de editais e cursos, será coordenada por Niara de Oliveira, com o apoio de Télia Negrão, Monica Cabañas e Bel Clavelin.
A atualização cadastral dos associados, considerada essencial para a comunicação e mobilização da categoria, ficará sob a responsabilidade de Thaís Bretanha, com o suporte de Thamara Costa e Jeannice Ramos. O GT de aposentados será coordenado por Ulisses Nenê, enquanto a implantação de um sistema automatizado de cobrança de mensalidades será conduzida por André Zenobini. A estratégia de interiorização do sindicato, que visa fortalecer o diálogo com delegacias regionais e jornalistas do interior, será responsabilidade do secretário Matheus Azevedo.
Letícia Castro coordenará o trabalho de aproximação com profissionais de assessoria de imprensa e incentivará novas filiações, com apoio de Celso Schröder, Stela Pastore e Ulisses Nenê. Na área da Comunicação, Letícia também liderará um grupo voltado ao fortalecimento da presença institucional do sindicato, contando com a participação de Celso Schröder, Carla Seabra, Kátia Marko e outros colaboradores. As metas incluem a qualificação da produção de conteúdo e a gestão profissional das redes sociais, além da ampliação da rede de apoio de designers e diagramadores, com a colaboração do coletivo Grafar para ilustrações em campanhas.
O GT de Cultura, liderado por Thamara Costa e apoiado por Stela Pastore, se dedicará a ampliar e operacionalizar projetos culturais do Sindjors, como o Clube do Livro e Cine-debate. O Coletivo da Mulher seguirá sob a coordenação de Niara de Oliveira e Télia Negrão, enquanto Bel Clavelin será a referência do Núcleo dos Jornalistas Afro-Brasileiros.
Planejamento
Os grupos de trabalho agora entrarão na fase de planejamento, realizando reuniões para definir prioridades, cronogramas e metas. Os resultados dessas reuniões serão apresentados à diretoria em um encontro previsto para as próximas semanas. O seminário também enfatizou a importância de aumentar a presença de dirigentes e colaboradores na sede do Sindicato, garantindo melhores condições de atendimento à categoria e suporte às demandas diárias da entidade.
Para a presidenta Laura Santos Rocha, o momento exige mobilização e unidade diante dos desafios enfrentados pela profissão. Ela destacou questões urgentes que requerem atenção do sindicato, como a pejotização, a regulamentação do trabalho multimídia, a desvalorização salarial e os frequentes ataques a jornalistas, incluindo episódios de violência.
Laura enfatizou a necessidade de ouvir a categoria e construir uma atuação mais conectada às demandas reais dos profissionais. Ela também ressaltou que o fortalecimento do sindicato depende da ampliação da base de associados, convidando todos a se filiarem para tornar a entidade mais forte e preparada para defender os direitos da categoria.
