Site monitora jatos de bilionários para antecipar catástrofes

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Rastreador de jatos privados alerta sobre possíveis crises globais.

A crescente preocupação com crises globais levou à criação de um sistema inovador que rastreia jatos privados, com a intenção de detectar sinais de inquietação entre os super-ricos.

O conceito é baseado na premissa de que, em caso de uma iminente catástrofe, as elites provavelmente teriam acesso a informações privilegiadas e, consequentemente, se mobilizariam rapidamente, utilizando seus jatos particulares. A ideia é que a movimentação simultânea de jatos poderia indicar um estado de alerta entre essas pessoas.

Desenvolvido por Kyle McDonald, um programador e artista de Los Angeles, o Sistema de Alerta Precoce do Apocalipse monitora os movimentos de jatos privados em todo o mundo. McDonald acredita que o padrão de movimentação dessas aeronaves pode ser um indicativo de pânico entre as elites globais.

“Se uma catástrofe global de verdade estivesse para acontecer, seus amigos provavelmente ficariam sabendo primeiro”, comentou McDonald, refletindo sobre o acesso desigual à informação entre diferentes camadas sociais.

Funcionamento do rastreador de jatos privados

O sistema opera através de uma rede de receptores de rádio que captam sinais ADS-B, os quais transmitem em tempo real a posição, velocidade e altitude das aeronaves. Ele filtra esses dados para identificar cerca de 11 mil jatos privados e de fretamento.

Após a coleta, o sistema compara a quantidade de jatos no ar com uma linha de base histórica, levando em conta padrões diários e feriados. Essa análise resulta em uma escala de alerta que varia de 1 a 5, onde o nível 1 representa um dia normal e o nível 5 indica uma atividade aérea significativamente acima da média.

Se um aumento súbito na atividade for detectado, o sistema pode enviar alertas automáticos por meio de Telegram, e-mail ou mensagem de texto.

A origem da ideia

A inspiração para o projeto surgiu de um contexto de ansiedade global, especialmente após declarações de líderes políticos que insinuavam a possibilidade de conflitos devastadores. McDonald se questionou sobre quem teria acesso a informações cruciais antes do público em geral, considerando que, em situações de crise, as elites tendem a agir rapidamente para se proteger.

Após analisar dados históricos, McDonald ficou surpreso ao descobrir que picos de atividade aérea coincidiram com eventos de tensão geopolítica, como uma ofensiva militar significativa. Essa correlação o levou a refletir sobre a seriedade da situação e a urgência de informações em tempos de crise.

Embora o rastreador não seja um detector científico preciso de crises, McDonald observa que padrões emergentes podem levantar questões sobre como as elites respondem a incertezas.

Interseção entre arte e vigilância

McDonald, com 25 anos de experiência em programação, tem explorado a interseção entre arte e tecnologia. O rastreador foi desenvolvido utilizando uma técnica chamada vibe coding, onde a inteligência artificial é utilizada para criar o código com orientações do desenvolvedor.

O projeto, que já conta com milhares de inscritos, gera uma receita modesta para McDonald, que reinveste os lucros em suas iniciativas artísticas. A proposta é vista como uma combinação de arte conceitual e serviço tecnológico.

Além deste projeto, McDonald já esteve envolvido em outras iniciativas que utilizam a vigilância de maneira crítica, como o rastreamento de helicópteros da polícia de Los Angeles e ferramentas de reconhecimento facial para identificar agentes de segurança.

Movimentos das elites como um termômetro social

A análise de McDonald se alinha com estudos sobre a obsessão de alguns bilionários em se preparar para o colapso social. O rastreador pode ser interpretado como um reflexo do medo das elites em relação a crises, revelando a crescente concentração de riqueza e poder na sociedade.

Com um toque de humor, McDonald espera que seu projeto provoque reflexões sobre as desigualdades sociais e a resposta das elites a crises iminentes. Ele busca que as pessoas reconheçam a ironia e o absurdo da situação, sem a pretensão de oferecer soluções definitivas.

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