Soja encerra outubro em baixa no Brasil e perspectivas para novembro são incertas
Preços da soja apresentam queda nas principais praças brasileiras em outubro.
Os preços da soja recuaram significativamente nas principais regiões produtoras do Brasil ao longo de outubro. A movimentação no mercado físico perdeu força, uma vez que os produtores se concentraram nas atividades de plantio da nova safra. Além disso, a desvalorização dos contratos futuros na Bolsa de Chicago exerceu pressão sobre as cotações, embora a valorização do dólar no final do mês tenha contribuído para minimizar as perdas no mercado interno.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos, que começou o mês cotada a R$ 155,50, fechou a R$ 153,00. Em Cascavel (PR), o preço caiu de R$ 150,50 para R$ 149,00. Já em Rondonópolis (MT), houve uma queda de R$ 148,00 para R$ 141,00. No Porto de Paranaguá, o preço referencial passou de R$ 161,50 para R$ 160,00.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em janeiro, que são os mais negociados, apresentaram uma queda acumulada de 6,05% em outubro, encerrando o período a US$ 12,30 por bushel. A excelente evolução da colheita nos Estados Unidos, que se aproxima de uma safra recorde, impactou as cotações, sobrepondo-se ao suporte gerado pela demanda chinesa.
No mercado cambial, o dólar encerrou outubro com valorização superior a 5%. A moeda chegou a ser negociada abaixo de R$ 5,00 após o primeiro turno das eleições presidenciais, mas avançou para patamares acima de R$ 5,60 após a confirmação da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno. Na manhã de 30 de outubro, a cotação estava em R$ 5,43.
Plantio da soja avança no Brasil
Enquanto o mercado observa os preços, os trabalhos de campo seguem em um ritmo satisfatório. De acordo com levantamentos de consultorias, o plantio da safra brasileira de soja 2026/27 atingiu 42,3% da área prevista até 23 de outubro, comparado a 34,1% no mesmo período do ano anterior. A média histórica para essa época é de 41%.
A produção brasileira de soja para a temporada 2026/27 está estimada em 181,837 milhões de toneladas, uma alta de 2% em relação às 178,341 milhões de toneladas projetadas para a safra anterior. Anteriormente, a produção era calculada em 180,089 milhões de toneladas.
A área plantada deve crescer 2,1%, passando de 48,543 milhões de hectares em 2025/26 para 49,542 milhões de hectares na nova temporada. Contudo, a produtividade média pode apresentar um leve recuo, de 3.692 para 3.689 quilos por hectare, segundo projeções de especialistas.