Soja registra queda em Chicago e produtores focam no plantio; preços no Brasil em análise
Mercado brasileiro de soja apresenta cotações em queda e baixa liquidez.
O mercado brasileiro de soja teve cotações predominantemente menores na última segunda-feira, refletindo as perdas da commodity na Bolsa de Chicago. A movimentação do mercado físico se mostrou travada devido à acentuada queda nos preços.
Especialistas indicam que não houve registro de transações significativas, com a maioria dos participantes fora do mercado. Produtores também se mantêm afastados das negociações, impactados pela alta do dólar e pela ausência de movimentações agressivas nos preços. A falta de liquidez é notável, com ofertas limitadas e quedas nos valores de negociação.
O foco dos produtores agora se volta para o plantio da nova safra de soja, enquanto buscam compreender o cenário atual do mercado.
As cotações no mercado físico apresentaram as seguintes variações:
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 156,00 para R$ 155,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 157,00 para R$ 156,00
- Cascavel (PR): caiu de R$ 151,00 para R$ 150,00
- Rondonópolis (MT): subiu de R$ 147,00 para R$ 148,00
- Dourados (MS): caiu de R$ 148,00 para R$ 147,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 147,00 para R$ 145,00
- Paranaguá (PR): caiu de R$ 162,00 para R$ 161,00
- Rio Grande (RS): caiu de R$ 164,00 para R$ 163,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam com preços significativamente mais baixos. O dia foi marcado por liquidações de posições compradas, especialmente após a frustração com a exclusão da soja em propostas de redução de tarifas sobre produtos agrícolas, conforme discutido em recente cúpula entre Estados Unidos e China.
A China, que deve reduzir tarifas sobre diversos produtos agrícolas dos EUA, não incluiu a soja, o que impactou negativamente o mercado. A expectativa é que o relatório de estoques trimestrais de soja nos EUA, referente ao dia 1º de setembro, mostre números levemente inferiores aos do ano anterior, contribuindo para a insegurança entre os investidores.
Analistas projetam que os estoques trimestrais sejam de 323 milhões de bushels, enquanto que o ano passado, no mesmo período, os estoques estavam em 325 milhões de bushels. Em junho, a quantidade de soja em estoque era de 1,061 bilhão de bushels.
Contratos futuros de soja
Os contratos de soja em grão para entrega em novembro de 2026 registraram uma queda de 30,75 centavos de dólar por bushel, ou 2,33%, fechando a US$ 12,88 1/4 por bushel. A posição de janeiro de 2027 foi cotada a US$ 13,03 por bushel, com recuo de 29,50 centavos de dólar, ou 2,21%.
Nos subprodutos, o farelo de soja com entrega em dezembro de 2026 teve uma perda de US$ 11,60 por tonelada, ou 3,12%, fechando a US$ 359,40 por tonelada. No que diz respeito ao óleo, os contratos para dezembro de 2026 encerraram a 67,66 centavos de dólar por libra-peso, com uma retração de 0,18 centavo, ou 0,26%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,78%, sendo negociado a R$ 5,2256 para venda e R$ 5,2236 para compra. Durante o dia, a moeda americana flutuou entre a mínima de R$