Suprema Corte da Espanha confirma absolvição de Neymar e rejeita recursos; descubra os detalhes

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Supremo Tribunal da Espanha absolve Neymar de irregularidades em transferência para o Barcelona.

O Supremo Tribunal da Espanha confirmou a absolvição do atacante brasileiro Neymar e de outros réus relacionados à sua contratação pelo Barcelona em 2013. A decisão já havia sido proferida pela Audiência de Barcelona há quase quatro anos.

Em um comunicado divulgado recentemente, o tribunal espanhol afirmou que os fatos apresentados demonstraram a inconsistência das acusações, que foram levantadas pela empresa brasileira DIS, detentora de 40% dos direitos federativos de Neymar na época em que ele era uma promessa do Santos.

A sentença do Supremo Tribunal reforça a decisão anterior da Audiência de Barcelona, que absolveu os acusados. A DIS, insatisfeita com o veredito, recorreu ao Supremo, levando à nova análise do caso.

“Não houve crime de corrupção em negócios nem fraude imprópria. Nem por parte do jogador, nem de seus representantes, nem do FC Barcelona. Tudo se deve a uma decisão esportiva do clube, que quis assegurar sua contratação e depois decidiu antecipá-la”, acrescenta a nota do Supremo.

A decisão não apenas absolve Neymar, mas também seu pai, os ex-presidentes do Barcelona, Sandro Rosell e Josep María Bartomeu, além de um ex-dirigente do Santos.

O processo judicial teve início em 2015, quando a DIS alegou que o Barcelona, o jogador e seu círculo próximo a enganaram para ocultar o valor real da transferência. A empresa, que recebeu 6,8 milhões de euros na transação, afirmou não ter sido informada sobre um contrato de exclusividade assinado em 2011 com o Barcelona, o que teria comprometido a concorrência justa para a contratação do jogador.

Contudo, tanto o Ministério Público, que retirou suas acusações na fase final do julgamento, quanto os magistrados, não consideraram as alegações como crimes. Após um julgamento amplamente divulgado em 2022, onde Neymar compareceu para depor enquanto jogava pelo Paris Saint-Germain, a Audiência de Barcelona absolveu os réus, mas a DIS decidiu recorrer, resultando na análise pelo Supremo Tribunal.

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