Tarcísio planeja reestruturação em três secretarias para incluir partidos aliados

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Governador Tarcísio de Freitas planeja mudanças em secretarias para acomodar aliados políticos.

Reeleito no primeiro turno, o governador Tarcísio de Freitas deve promover alterações em ao menos três secretarias de seu governo para integrar aliados políticos em sua administração.

As mudanças estão previstas nas pastas de Turismo e Viagens, Esportes e Políticas para a Mulher, com anúncios aguardados nas próximas semanas. Além disso, mudanças também ocorrerão na Casa Civil e na Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, por razões diversas.

A equipe do Palácio dos Bandeirantes está em busca de um novo nome para o cargo de secretário de Saúde, após a saída de Eleuses Paiva, que pediu para deixar o governo. Essa troca é um reflexo da dinâmica política e das alianças formadas durante a campanha.

A campanha de Tarcísio foi sustentada por uma coligação robusta, composta por dez partidos, que garantiu a ele o maior tempo de rádio e TV durante a corrida eleitoral. O Republicanos, seu partido, foi acompanhado por MDB, PL, Democrata, Avante, PSD, PRD, Solidariedade, União Brasil e PP.

Atualmente, Ana Aidar lidera a Secretaria de Turismo e Viagens, um cargo que ocupa desde janeiro, após a saída de Roberto de Lucena. A expectativa é que ela seja substituída por um nome indicado pelo Republicanos, seguindo o padrão estabelecido no início da gestão.

Na Secretaria de Políticas para a Mulher, a delegada Adriana Liporoni, que assumiu após Valeria Bolsonaro deixar o cargo para concorrer à reeleição, deve ser substituída por uma indicação do PL, que busca manter influência na pasta.

Para a Secretaria de Esportes, é esperada uma indicação do Republicanos ou do PSD, com a saída de Helena Reis, que deixou a função para concorrer a deputada estadual. Atualmente, a secretaria é liderada por Claudia Carletto.

As discussões sobre o novo secretariado se intensificaram após o segundo turno das eleições presidenciais. Tarcísio havia optado por adiar essas decisões para focar na campanha de Flávio Bolsonaro.

Profissionais técnicos que poderiam ter migrado para Brasília, caso o candidato do PL tivesse vencido, permanecerão no governo estadual, incluindo o secretário de Educação, Renato Feder.

Uma das principais mudanças será a transferência de Natalia Resende da Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística para a Casa Civil, um cargo de destaque próximo ao governador. Natalia é reconhecida por Tarcísio como uma “supersecretária” e foi escolhida para integrar a equipe de coordenação do próximo programa de governo.

Roberto Carneiro, presidente estadual do Republicanos e secretário de Governo e Relações Institucionais, deve continuar em sua função, após assumir o cargo anteriormente ocupado por Gilberto Kassab, que não retornará ao Palácio dos Bandeirantes.

Recentemente, Tarcísio mencionou a possibilidade de concorrer à Presidência da República em 2030, condicionando essa decisão ao sucesso de seu segundo mandato como governador de São Paulo.

“A gente tem que ver qual é o cenário do momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui no estado de São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade [de disputar a presidência]”, afirmou.

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