Tarcísio solicita intervenção do Senado contra Moraes e evita comentar declaração sobre ‘ditador’ feita em 2025
Governador de São Paulo aborda crise no STF e pede respostas institucionais
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, se manifestou sobre a crise institucional que afeta o Supremo Tribunal Federal (STF) durante uma coletiva de imprensa. Ele enfatizou a necessidade de uma resposta do Senado em relação à situação atual.
A declaração ocorreu após um evento público em São Paulo, onde Tarcísio esteve acompanhado do prefeito Ricardo Nunes. O governador também participou recentemente de um ato político em apoio a Flávio Bolsonaro, embora seu discurso tenha adotado um tom mais institucional do que em ocasiões anteriores.
Questionado sobre as demandas de seus aliados políticos para o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Tarcísio reconheceu a gravidade da crise e reiterou a importância de uma resposta institucional adequada. Ele apelou para que tanto o Senado quanto o STF tomem as medidas necessárias para resolver as questões em aberto.
“Se existem dúvidas sobre a compatibilidade das condutas com o exercício da magistratura, essas dúvidas precisam ser sanadas pelo próprio tribunal”, afirmou o governador, destacando a responsabilidade do Senado em fiscalizar e agir diante da situação.
Em sua fala, Tarcísio ressaltou que a falha do Senado em agir poderia comprometer o sistema de freios e contrapesos, essencial para o funcionamento da república e do Estado Democrático de Direito.
Quando indagado sobre suas declarações anteriores, nas quais se referia a Moraes como um ditador, Tarcísio evitou comentar, mas fez uma associação da crise atual com o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele mencionou que a população percebe essa relação entre o PT e o STF, sublinhando a crise de credibilidade que o Supremo enfrenta atualmente.
Em relação ao afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Tarcísio expressou que a polícia deve atuar como uma instituição de Estado e que, quando autoridades são constrangidas de forma ilegal, é necessário tomar providências. Ele apoiou a decisão do ministro André Mendonça, que foi respaldada pela maioria da Segunda Turma do STF.
O governador concluiu enfatizando a necessidade de que o Brasil passe por um processo de transparência e limpeza institucional, refletindo a urgência de soluções para a crise atual.