Temer solicita projetos e pacto a candidatos enquanto Zema propõe mudanças e Augusto Cury se apresenta como defensor da pacificação

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Temer pede foco em projetos nas eleições de 2026 durante fórum em Nova York.

O ex-presidente Michel Temer defendeu que os pré-candidatos à presidência do Brasil apresentem propostas concretas e deixem de lado as disputas pessoais nas eleições de 2026. Durante sua participação no 15º Lide Brazil Investment Forum, realizado em Nova York, ele destacou a importância de um debate centrado em projetos em vez de confrontos entre nomes.

Temer afirmou que, como eleitor, sua decisão de voto é baseada na análise dos projetos apresentados. Ele sugeriu que, caso fosse candidato e eleito, buscaria estabelecer um pacto entre diferentes setores da política e da sociedade logo nos primeiros dias de seu mandato.

O ex-presidente mencionou a necessidade de convocar os poderes Legislativo e Judiciário, além de representantes da sociedade civil e da oposição, para promover a harmonia e a colaboração entre eles. Esse diálogo, segundo ele, é essencial para um governo eficaz.

Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o escritor Augusto Cury, ambos pré-candidatos, também se manifestaram. Zema, embora tenha tentado adotar um tom conciliador, criticou o Partido dos Trabalhadores (PT) e sua influência negativa em Minas Gerais, afirmando que seu governo trouxe mudanças significativas ao estado.

Defensor das privatizações, Zema destacou que apenas a Cemig permanece estatal em Minas, enquanto a Copasa está em processo de venda. Ele expressou sua intenção de implementar um amplo programa de privatizações em nível nacional, afirmando que o Brasil necessita de uma transformação radical.

Augusto Cury, que se prepara para sua primeira candidatura, apresentou-se como a “voz da pacificação” em um cenário marcado pela polarização. Entre suas propostas, ele sugeriu a criação de 10 mil escolas de empreendedores e o empoderamento das mulheres, além de defender a abertura comercial do Brasil e a criação de um Ministério da Robótica e Inteligência Artificial.

Em vídeos gravados, outros políticos também expressaram suas opiniões. Aldo Rebelo criticou órgãos públicos e defendeu que o Brasil deve ser “desinterditado”, enquanto Ronaldo Caiado avaliou a falta de líderes com visão de longo prazo e a necessidade de uma nova cultura política, enfatizando que a solução está no voto.

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