Tempestades afetam mais de 20 cidades no Rio Grande do Sul

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Tempestades severas causam danos em 21 municípios do Rio Grande do Sul.

Cerca de 21 cidades do Rio Grande do Sul sofreram prejuízos devido a vendavais e tempestades, com registros de destelhamentos e quedas de árvores.

As localidades afetadas incluem Aceguá, Agudo, Alegrete, Arroio Grande, Bagé, Cerro Branco, Gramado, Jaguari, Novo Cabrais, Paraíso do Sul, Pinheiro Machado, Quaraí, Santa Maria, Santa Vitória do Palmar, Santiago, São Ângelo, São Borja, São Francisco de Assis, São Martinho da Serra, São Pedro do Sul e Uruguaiana.

Até o momento, três municípios reportaram um total de 10 pessoas desalojadas: cinco em Alegrete, três em São Borja e duas em Cerro Branco.

Santa Maria, localizada na região central do estado, registrou os ventos mais fortes, atingindo 90 km/h, e causou danos em telhados de pelo menos 22 residências.

Em Arroio Grande, além de 16 residências danificadas, o vendaval afetou o telhado do prédio da Prefeitura. Em Alegrete, o vendaval danificou o telhado de dez casas.

Previsão do tempo para a semana

O frio intenso que afetou várias regiões do Brasil está perdendo força, mas a previsão para a semana indica grandes oscilações climáticas. Meteorologistas apontam para a possibilidade de tempestades severas no Rio Grande do Sul, com chuvas acumuladas que podem chegar a 300 milímetros em menos de sete dias.

Esse fenômeno pode resultar em um “veranico”, elevando as temperaturas em até 10 graus acima da média em uma extensa área que vai do Rio Grande do Sul ao Mato Grosso.

Alerta de tempestades severas para o RS

Apesar do aquecimento, o cenário meteorológico é preocupante. Especialistas em meteorologia alertam que as tempestades severas devem persistir por vários dias.

O calor intenso do veranico pode aquecer a atmosfera, aumentando os riscos de eventos extremos, como ventos fortes, granizo, tornados e micro-explosões. As previsões indicam uma precipitação acumulada que pode atingir 300 milímetros no estado em menos de uma semana, um volume preocupante.

A situação é agravada pela previsão de frentes frias que devem permanecer estacionadas sobre o Rio Grande do Sul, sem conseguir avançar para outras regiões, como ocorreu no último fim de semana.

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