Tempestades no Rio Grande do Sul causam mais de 250 mm de chuva e ventos de até 89 km/h
Instabilidades meteorológicas causam danos em diversas regiões do Rio Grande do Sul.
Uma sequência de instabilidades que afetou o Rio Grande do Sul entre o dia 26 e 31 de julho resultou em graves transtornos em várias áreas do Estado. As chuvas intensas, acompanhadas de ventos fortes, granizo, alagamentos e inundações, geraram preocupações em toda a região.
Os maiores volumes de precipitação foram registrados na Serra e no Vale do Taquari, enquanto as rajadas de vento mais severas ocorreram na Fronteira Oeste e na Serra. Em resposta a essa situação, a Defesa Civil estadual, juntamente com as coordenadorias regionais, intensificou o monitoramento das condições climáticas e a resposta às ocorrências relatadas pelos municípios afetados.
Durante o período de instabilidade, Ilópolis destacou-se com o maior acumulado de chuva, atingindo 271 milímetros, seguido por Arvorezinha com 254,4 mm, Anta Gorda com 235,2 mm e Guaporé com 232 mm. Na quarta-feira, Ilópolis registrou 153,2 mm, enquanto Anta Gorda e Arvorezinha acumularam 147,2 mm e 143,2 mm, respectivamente. Itaqui também se destacou, contabilizando 151,6 mm de chuva em apenas 12 horas.
Ventos e suas consequências
As rajadas de vento durante esse período foram significativas, com o maior registro em Itaqui, alcançando 89,3 km/h. Caxias do Sul registrou 85,7 km/h, seguida por Cachoeirinha (81 km/h), Quaraí (80,5 km/h) e Santo Antônio das Missões (80,5 km/h). No dia em que os ventos foram mais intensos, Itaqui novamente liderou a lista, com outros municípios como Quaraí, Santo Ângelo, Vacaria e Santa Maria do Herval também reportando ventos fortes.
Danos e prejuízos registrados
A Defesa Civil recebeu relatos de ocorrências de 142 municípios, destacando problemas como destelhamentos, quedas de árvores e postes, interrupções no fornecimento de energia elétrica, bloqueios em rodovias e estradas vicinais, além de alagamentos e deslizamentos de terra. A elevação dos níveis dos rios levou à remoção preventiva de moradores em várias localidades.
Os estragos foram severos, particularmente em Santo Antônio das Missões, onde cerca de 400 residências foram danificadas pelo granizo. Em Osório, aproximadamente 350 imóveis foram afetados, e em Não-Me-Toque, cerca de 200 moradias relataram danos. Em Ubiretama, uma estimativa preliminar apontou que cerca de 80% das casas sofreram algum tipo de avaria. Em Giruá, um tornado causou a destruição de duas casas e deixou pessoas feridas.
Em municípios como Eldorado do Sul, Cruzeiro do Sul, Estrela, São Sebastião do Caí e Pareci Novo, a elevação dos rios provocou inundações, interrupções de acessos e remoção preventiva de moradores. No total, 664 pessoas foram deslocadas e sete pessoas ficaram feridas em 32 municípios.
Além dos danos materiais às residências, foram registrados prejuízos em prédios públicos, escolas, unidades de saúde,comércios e propriedades rurais. A infraestrutura viária e a rede elétrica sofreram danos significativos, resultando em comunidades temporariamente isoladas. Ao longo da semana, equipes da Defesa Civil permaneceram atentas, oferecendo apoio aos municípios e monitorando a evolução dos níveis dos rios, além de áreas com potencial risco de novos transtornos.