Terremoto na Venezuela: Tragédia ultrapassa 5.000 vidas perdidas
Venezuela registra mais de 5.000 mortes após terremotos devastadores
Em Caraballeda, estado de La Guaira, em 9 de julho de 2026, moradores aguardam notícias de parentes que podem estar soterrados após os terremotos ocorridos em 24 de junho.
A Venezuela confirmou, nesta sexta-feira (17), a morte de mais de 5.000 pessoas em decorrência do terremoto que atingiu o país há três semanas. O presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, informou que 5.069 vidas foram perdidas devido aos tremores.
O número de feridos permanece em 16.740, enquanto 17.907 pessoas continuam desabrigadas. Os abalos sísmicos, de magnitudes 7,2 e 7,5, ocorreram a cerca de 200 quilômetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, seguidos por centenas de réplicas.
De acordo com dados de especialistas, mais de 850 edifícios foram danificados e 190 desabaram completamente. As equipes de resgate, tanto locais quanto internacionais, continuam os esforços para recuperar corpos que estão sob os escombros.
A situação no país é crítica, com um estado de emergência humanitária declarado devido ao número crescente de desabrigados e ao colapso da infraestrutura em diversas regiões. Especialistas alertam que a condição precária dos desabrigados e a possibilidade de surtos de doenças podem agravar ainda mais a crise.
Até o momento, grupos de resgate conseguiram salvar 14 sobreviventes, conforme relatado por Armin Braun, diretor do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres. Aproximadamente 2,4 mil socorristas internacionais permanecem na Venezuela, contribuindo para as operações de resgate e assistência humanitária.
