Terror na Colômbia: Ataque a bomba provoca 14 mortes e intensifica tensão pré-eleitoral
Atentado no Cauca deixa 14 mortos e gera tensão nas eleições colombianas
A pouco mais de um mês das eleições presidenciais na Colômbia, um ataque a bomba no departamento de Cauca resultou em 14 mortos e pelo menos 38 feridos. O atentado ocorreu no último sábado e foi atribuído a dissidentes da guerrilha das Farc, que não aderiram ao acordo de paz de 2016.
Entre as vítimas, cinco eram menores de idade. Imagens de testemunhas mostram a cena devastadora, com corpos ao redor, veículos destruídos e buracos na estrada onde a explosão aconteceu.
Relatos de pessoas que estavam no local indicam que a força da explosão foi tão intensa que algumas testemunhas foram jogadas a vários metros de distância. Um agricultor local descreveu o momento do ataque, expressando seu medo e a sensação de insegurança que permeia o país.
A Colômbia tem enfrentado uma onda de atentados nas últimas semanas. O presidente Gustavo Petro condenou o ataque e descreveu os responsáveis como “terroristas, fascistas e narcotraficantes”, enfatizando a necessidade de um forte aparato militar para combater essa violência.
Responsabilidade e resposta do governo
O presidente apontou Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país, como o principal responsável pelo atentado, fazendo uma comparação com o notório traficante Pablo Escobar. Desde que assumiu o cargo em 2022, Petro tem buscado negociar a paz com diversas organizações armadas, mas essas tentativas não têm obtido sucesso.
O ministro da Defesa, Pedro Sánchez, sobrevoou a área do atentado e garantiu que a presença militar e policial foi intensificada para responder a essa escalada de violência.
Impacto nas eleições
A situação de insegurança se torna um tema central à medida que se aproximam as eleições presidenciais, marcadas para 31 de maio. O assassinato do pré-candidato de direita Miguel Uribe, ocorrido durante um comício em junho de 2025, aumentou a preocupação com a segurança dos candidatos.
Iván Cepeda, herdeiro político de Gustavo Petro, é considerado o favorito nas pesquisas, seguido por Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, ambos da direita conservadora. Todos os três candidatos relataram ter recebido ameaças de morte e estão sob forte proteção.
De la Espriella e Valencia criticam a política de paz de Petro e prometem uma abordagem mais rigorosa contra os grupos rebeldes. Na Colômbia, é comum que organizações armadas, financiadas por atividades ilícitas como o narcotráfico, tentem influenciar o processo eleitoral por meio da violência.
