TikTok é utilizado por criminosos para divulgar venda de conteúdo de abuso sexual infantil no Telegram, revela monitoramento do g1
Criminosos utilizam TikTok para comercializar conteúdo de abuso sexual infantil via Telegram.
Criminosos estão explorando o TikTok como uma plataforma para promover a venda de conteúdo de abuso sexual infantil. A divulgação ocorre nos comentários das postagens, onde são utilizados códigos para evitar a detecção e direcionar os interessados ao material ilícito.
Uma análise de perfis na plataforma revelou que os criminosos redirecionam os interessados para o Telegram, onde o conteúdo é vendido em pacotes que incluem fotos e vídeos. A prática tem se intensificado, com a utilização de estratégias para atrair compradores.
⚠️ Os termos e códigos usados para divulgar esse conteúdo não serão revelados para prevenir sua disseminação.
No Telegram, os criminosos oferecem uma variedade de conteúdos, incluindo cenas de violência sexual contra menores. Os pagamentos são frequentemente realizados através de criptomoedas ou PIX, com valores acessíveis a partir de R$ 10, tornando o material mais competitivo no mercado ilegal.
Antes de efetuar a venda, os criminosos frequentemente oferecem amostras gratuitas para estabelecer confiança com os compradores, demonstrando a veracidade do material que estão vendendo.
📲 As transações no Telegram ocorrem de três maneiras:
- Interação com bots (robôs), com a possibilidade de um humano responder às perguntas;
- Conversa direta com o criminoso em um chat privado;
- Venda através de miniapps dentro do Telegram, que permitem a criação de páginas semelhantes a sites, facilitando a navegação sem sair do aplicativo.
A produção e a distribuição de conteúdo de abuso sexual infantil são crimes previstos na legislação brasileira, que responsabiliza tanto os criadores do conteúdo quanto as plataformas que o hospedam. A proteção de crianças e adolescentes na internet é garantida por legislações específicas, que punem severamente tais crimes.
O Telegram afirmou que proíbe a disseminação de conteúdo de abuso sexual infantil e que, somente neste ano, removeu mais de 300 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de material. O TikTok, por sua vez, também se comprometeu a agir rapidamente para remover postagens e banir contas envolvidas.
As empresas enfatizam a utilização de tecnologia avançada para monitorar e eliminar conteúdos prejudiciais, destacando a importância de um ambiente digital seguro para os jovens.
Recentemente, uma nova legislação brasileira aumentou as penas para crimes relacionados ao abuso sexual infantil, estabelecendo punições mais severas para quem produz, vende ou adquire esse tipo de material, refletindo a seriedade com que o tema é tratado.
Além disso, a crescente utilização de plataformas digitais para a promoção de conteúdo ilegal levanta preocupações sobre a segurança das crianças e adolescentes na internet. Organizações e especialistas alertam que o aumento de casos de exploração sexual infantil é alarmante e requer ação imediata.
Para denunciar casos de violência infanto-juvenil, existem canais como a Polícia Militar (190), Disque 100 e outras delegacias especializadas. A denúncia pode ser feita de forma anônima e é fundamental para garantir a proteção das vítimas.