Torre da Prefeitura na França Desaba em Meio a Protestos e Incêndio Devastador

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Incêndio destrói a prefeitura de Limoges, na França, e choca moradores

Moradores da cidade de Limoges, localizada no sudoeste da França, acordaram em choque neste domingo (18) ao se depararem com as ruínas da prefeitura local, que foi devastada por um incêndio na madrugada anterior.

O incêndio, que ocorreu após protestos contra a inflação, resultou em uma destruição significativa do prédio histórico, inaugurado em 1883 e inspirado na prefeitura de Paris. A torre central do relógio, que se erguia a 43 metros de altura, foi um dos elementos mais afetados, com o telhado desabando sobre os andares inferiores.

Françoise Faurie, uma testemunha do incidente, expressou sua tristeza ao comparar a cena ao incêndio da Catedral de Notre-Dame. Ela havia planejado celebrar o batizado de sua neta na prefeitura no próximo mês.

A destruição foi classificada pelo representante do governo na região, Maurice Barate, como uma “catástrofe patrimonial”. Ele destacou que grande parte do exterior do edifício foi comprometido e que apenas a ala oeste permaneceu intacta.

Imagens do local mostram a fachada da prefeitura parcialmente destruída, com evidências de vandalismo que ocorreram durante os protestos. O prefeito da cidade, Guillaume Guerin, afirmou que a polícia local não conseguiu conter a multidão, que quebrou janelas e arrombou a entrada principal do prédio.

Guerin criticou a falta de efetivo policial para proteger o patrimônio histórico, uma vez que as forças de segurança estavam ocupadas em outras áreas devido aos protestos. Ele descreveu a organização e a logística do ataque como “insuportáveis”.

Especialistas e curiosos se reuniram no local para avaliar os danos, enquanto o prefeito expressou sua indignação e ameaçou renunciar ao cargo caso a cidade não receba os fundos necessários para a recuperação do edifício, estimados em 1 milhão de euros.

O sentimento entre os moradores é de revolta e tristeza. Edith Lorcen, uma enfermeira aposentada que observava as ruínas, afirmou estar enojada e magoada com a situação, pedindo que não se alimentasse mais ódio em resposta à violência.

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