Traficantes que vigiavam ações policiais são detidos em três cidades do Rio Grande do Sul
Operação policial resulta na prisão de envolvidos em tráfico de drogas e furto de caminhonetes no Rio Grande do Sul.
Uma operação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, realizada na última terça-feira, resultou na prisão de seis indivíduos suspeitos de monitorar viaturas das forças de segurança para facilitar atividades ligadas ao tráfico de drogas. As prisões ocorreram em São Leopoldo, Gravataí, e Venâncio Aires.
Entre os detidos, estavam dois supostos membros da organização criminosa que já se encontravam cumprindo pena na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires. As investigações apontaram que a quadrilha utilizava aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, para comunicar movimentos e operações das polícias Civil e Militar, revelando um planejamento minucioso de suas ações.
As investigações tiveram início em 2024, quando um celular apreendido forneceu informações cruciais sobre o esquema de monitoramento das atividades policiais. Esta descoberta culminou na operação que visava desarticular o grupo criminoso.
No Norte do estado, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo também realizou uma operação, batizada de “Alcateia”, que resultou na prisão de 13 indivíduos envolvidos em crimes como furto de caminhonetes, tráfico de drogas e comércio ilegal de armas. Alguns dos detidos foram localizados em Balneário Camboriú (SC) e na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro.
A operação contou com a colaboração das Delegacias Regionais de Carazinho e Soledade, além do Departamento de Aviação da Polícia Civil. Durante as ações, foram apreendidos entorpecentes, armas de fogo, um veículo e dinheiro em espécie. Um ponto relevante destacado pelos policiais foi a especialização da quadrilha em furtos de caminhonetes do modelo Hilux, da fabricante Toyota.
O delegado Venicios Demartini ressaltou que a organização não agia de maneira isolada, mas sim como uma associação com funções bem definidas entre os membros, operando de forma coordenada em diversas localidades. Ele também destacou que, apesar da principal liderança do grupo estar presa, as investigações mostraram que a organização continuava ativa, mantendo comunicação e coordenação de suas atividades ilícitas, com base na cidade de Passo Fundo.
