Tragédia na Colômbia: Quatro Menores Perdem a Vida em Bombardeios do Novo Governo

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Governo colombiano enfrenta críticas após mortes de menores em bombardeios.

Quatro adolescentes perderam a vida durante os primeiros bombardeios realizados pelo novo governo colombiano, liderado pelo presidente Abelardo de la Espriella, em áreas dominadas por grupos guerrilheiros.

Os ataques aéreos, que ocorreram na Amazônia e na fronteira com a Venezuela, resultaram na morte de dois jovens de 15 anos e dois de 16 anos. Essas regiões são conhecidas pelo intenso combate entre facções armadas, que lutam pelo controle de atividades ilícitas como narcotráfico e mineração ilegal.

“Os bandidos que durante décadas recrutaram menores para transformá-los em combatentes ou em escudos humanos devem pagar por esses crimes que violam o Direito Humanitário”, declarou o presidente.

Desde a posse de De la Espriella, em 7 de agosto, os bombardeios causaram a morte de pelo menos 26 pessoas, marcando um aumento significativo na violência no país, que já enfrentava uma das piores ondas de conflito da última década.

O novo presidente chegou ao poder prometendo um combate rigoroso contra guerrilheiros e narcotraficantes, contando com o apoio de aliados internacionais, como os Estados Unidos e Israel.

“Todo o meu apoio às operações militares que combatem (…) os grupos narcoterroristas”, acrescentou.

As operações militares têm sido direcionadas principalmente contra o Exército de Libertação Nacional (ELN) na região do Catatumbo e contra dissidências das extintas Farc no sul do país, em Guaviare.

Nos últimos anos, essas organizações armadas ampliaram seu poder e controle territorial, segundo análises de especialistas e informações de fontes militares. Em 2022, foram documentados 428 casos de recrutamento de menores por grupos armados, conforme dados da Defensoria do Povo. Este ano, até julho, já foram registrados 97 casos.

Recentemente, De la Espriella anunciou um terceiro bombardeio em Guaviare, visando uma dissidência das Farc liderada por Iván Mordisco, um dos guerrilheiros mais procurados da Colômbia. O presidente informou que oito membros desse grupo foram mortos, mas ainda não há confirmação sobre a presença de menores entre as vítimas.

Organizações de direitos humanos expressam preocupação com os efeitos desses ataques sobre crianças em áreas vulneráveis, onde a presença do Estado é escassa e o recrutamento por grupos armados é uma realidade alarmante.

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