Três países aumentam importação de café brasileiro em 2025 entre os principais compradores

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Brasil se destaca como maior produtor de café, com aumento nas exportações para Japão, Turquia e China.

Entre os dez maiores importadores de café do Brasil, apenas três aumentaram suas compras do produto nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Japão, Turquia e China se destacaram ao ampliar as importações, mesmo em um ano marcado por desafios climáticos que impactaram a produção e pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

No período de janeiro a dezembro de 2025, o Brasil exportou 40,049 milhões de sacas de 60 kg de café para 121 países, evidenciando sua posição de liderança no mercado global.

Os Estados Unidos deixaram de ser o principal comprador do café brasileiro, com a Alemanha assumindo essa posição, embora também tenha reduzido suas importações em 28,7%.

Fora da curva

O cenário para Japão, Turquia e China foi diferente, com o Japão se tornando o quarto maior comprador de café brasileiro, aumentando suas importações em 19,4% em relação ao ano anterior.

O Japão adquiriu mais de 2,6 milhões de sacas, com a compra relacionada à recomposição de estoques pelos importadores japoneses.

O presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, explica que o Japão havia reduzido suas compras anteriormente devido a estoques elevados, mas agora está voltando a adquirir mais café.

A Turquia, sexta maior importadora do café brasileiro, também ampliou suas compras em 3,26% em 2025.

De acordo com o Cecafé, a Turquia aumentou as importações para suprir o mercado interno e redistribuir o produto a outros países da região, especialmente aqueles em situações de dificuldade.

Disparada do consumo da China

A China, tradicionalmente associada ao consumo de chá, está se tornando um mercado em rápida expansão para o café, ocupando atualmente a sexta posição entre os maiores consumidores do mundo.

Em 2025, a China aumentou suas compras de café brasileiro em 19,49%, totalizando 1,1 milhão de sacas de 60 kg, consolidando-se como o décimo maior importador do produto.

“A China prioriza o café arábica brasileiro, em vez de buscar preços competitivos no mercado mundial,” afirma o presidente do Cecafé.

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