Treze deputados que apoiaram impeachment de Collor permanecem no Congresso

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Trinta e quatro anos após o impeachment de Collor, parlamentares ainda ocupam cargos no Congresso.

Trinta e quatro anos após a histórica sessão de 29 de setembro de 1992, que resultou na abertura do impeachment de Fernando Collor, 13 políticos que eram deputados federais na época continuam a exercer mandatos no Congresso Nacional. Desses, sete permanecem na Câmara dos Deputados e seis no Senado, representando um marco na história política brasileira.

Na Câmara, os deputados que ainda estão em atividade incluem Aécio Neves (PSDB-MG), Átila Lins (PSD-AM), Benedita da Silva (PT-RJ), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR), Renildo Calheiros (PCdoB-PE) e Roseana Sarney (MDB-MA), esta última atualmente licenciada.

No Senado, os seis parlamentares que compõem o grupo são Chico Rodrigues (PSB-RR), Eduardo Braga (MDB-AM), Flávio Arns (PSB-PR), Jaques Wagner (PT-BA), Paulo Paim (PT-RS) e Wellington Fagundes (PL-MT). Esses representantes têm um papel significativo na continuidade das discussões políticas que se iniciaram há mais de três décadas.

A votação que autorizou o impeachment de Collor foi marcada por 441 votos favoráveis, 38 contrários, uma abstenção e 23 ausências. Essa decisão histórica permitiu que o Senado julgasse o primeiro presidente eleito pelo voto direto após o período da ditadura militar, um momento crucial para a democracia brasileira.

Entre os 13 parlamentares, Átila Lins foi o único a votar contra a abertura do processo. Ele, que está na Câmara desde 1991, é o deputado com mais mandatos entre os atuais integrantes da Casa. Sua posição contrasta com a de Eduardo Braga, que, na época, apoiou a abertura do impeachment.

A votação ocorreu em um contexto de manifestações populares, conhecidas como “caras-pintadas”, e graves denúncias de corrupção envolvendo o ex-tesoureiro presidencial PC Farias, além da perda de apoio político de Collor. A chamada nominal realizada em plenário tornou pública a posição de cada deputado, refletindo a pressão popular por mudanças.

Roseana Sarney, na época deputada federal de primeiro mandato, coordenava a comissão parlamentar que defendia o impeachment. Filha do ex-presidente José Sarney, ela foi fundamental nas articulações para garantir os votos necessários à abertura do processo, demonstrando seu papel ativo na política nacional.

Durante a crise, a comissão colaborou com o Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) para avaliar as projeções de votos e identificar deputados indecisos. Roseana Sarney, ao longo de sua carreira, ocupou diversos cargos políticos, incluindo o de governadora do Maranhão e senadora, e atualmente busca retornar ao Senado.

Os atuais congressistas que participaram da votação de 1992 também se destacaram em seus pronunciamentos. Jandira Feghali, por exemplo, ressaltou a responsabilidade histórica do Parlamento, enquanto Luiz Carlos Hauly e Aécio Neves também se manifestaram favoravelmente ao impeachment. As intervenções revelam a diversidade de posições e a intensidade do debate político daquele momento.

Outro político que já ocupava uma cadeira no Legislativo federal durante a autorização do impeachment é Esperidião Amin (PP-SC). Na época, ele era senador pelo PDS e participou do julgamento de Collor no Senado, que culminou na renúncia do presidente e na condenação à inabilitação para o exercício de função pública por oito anos.

Com a inclusão de Amin, o número de congressistas que estavam em atividade durante a abertura do impeachment chega a 14. Esses parlamentares representam uma continuidade das discussões políticas que marcaram a história do Brasil, refletindo a evolução dos partidos e a dinâmica do Congresso ao longo das últimas três décadas.

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