Trinta e dois senadores em fim de mandato buscam reeleição entre 54 que se despedem

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Eleições de 2026 prometem mudanças significativas no Senado

As eleições de 2026 mobilizam diretamente 51 dos 81 integrantes do Senado. Dentre esses, 42 parlamentares encerram seus mandatos e participam da disputa, enquanto outros nove, eleitos em 2022, concorrem aos governos de seus estados. Neste ciclo eleitoral, dois terços das cadeiras do Senado estarão em jogo, com cada estado e o Distrito Federal elegendo dois senadores para mandatos de oito anos.

Entre os parlamentares que finalizam seus mandatos em fevereiro de 2027, 32 buscam a reeleição, dez optam por concorrer a outros cargos ou fazem parte de chapas como suplentes, e 12 não participarão de nenhum pleito. Este levantamento foi realizado após o término do prazo para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral, em 15 de agosto.

Ao menos 22 cadeiras terão novos titulares

Das 54 vagas em disputa, 22 não contam com o atual senador buscando a reeleição. Isso indica que, mesmo que todos os 32 candidatos à recondução sejam bem-sucedidos, ao menos 22 cadeiras terão novos titulares.

Entre os senadores que decidiram seguir novos caminhos estão Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e Eduardo Girão, que concorre a vice-presidente na chapa de Romeu Zema. Marcos Rogério busca o governo de Rondônia, enquanto outros senadores disputam cargos proporcionais ou fazem parte de chapas ao Senado como suplentes.

Além disso, 12 parlamentares concluirão seus mandatos sem se candidatar. Desses, sete pertencem à base de apoio do presidente Lula.

Nove senadores tentam trocar o Senado por governos estaduais

A eleição também envolve parlamentares que não precisariam enfrentar as urnas em 2026. Dos 27 senadores eleitos em 2022, nove são candidatos a governadores: Alan Rick, Omar Aziz, Renan Filho, Efraim Filho, Professora Dorinha, Wilder Morais, Wellington Fagundes, Cleitinho e Sergio Moro.

O PL destaca-se com quatro dos nove candidatos: Efraim Filho, Wilder Morais, Wellington Fagundes e Sergio Moro. O Republicanos conta com dois, enquanto PSD, MDB e União Brasil têm um candidato cada. A situação desses senadores é distinta dos que estão encerrando seus mandatos, pois, ao serem eleitos em 2022, podem concorrer a outro cargo sem abrir mão da cadeira. Se não forem eleitos, permanecem no Senado até 2031; se forem eleitos governadores, deixam a Casa e são substituídos por seus suplentes.

Assim, o resultado das eleições de outubro pode impactar uma parte ainda maior da composição do Senado. Além das 54 cadeiras que serão renovadas diretamente, outras nove poderão mudar de ocupante caso esses senadores sejam eleitos governadores. Em última análise, a eleição de 2026 pode afetar até 63 das 81 cadeiras do Senado, embora apenas 54 estejam formalmente em disputa.

A eleição para o Senado é considerada prioritária tanto pelo governo atual quanto pela oposição. A disputa tem o potencial de alterar a correlação de forças em questões cruciais, como indicações ao Supremo Tribunal Federal, CPIs, impeachment, PECs, anistia, segurança pública e pautas de costumes.

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