Trump celebra vitória na Suprema Corte que fortalece seu poder sobre agências federais

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Decisão da Suprema Corte fortalece poderes presidenciais, mas Trump enfrenta derrotas em outros temas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou uma decisão recente da Suprema Corte que lhe confere o poder de demitir uma comissária da Federal Trade Commission (FTC). Esta agência é responsável por regular a concorrência no país.

A decisão representa uma ampliação das autoridades presidenciais e reverte um precedente estabelecido pela Corte em 1935, que limitava as demissões presidenciais em certas agências reguladoras. O novo entendimento judicial pode ter implicações significativas na forma como o governo federal opera e na relação entre os poderes Executivo e Legislativo.

“Esta decisão era almejada pelos presidentes dos EUA desde a década de 1930”, publicou Trump no Truth Social.

Trump expressou sua satisfação ao afirmar que é uma “grande honra” ser o presidente que conseguiu essa decisão histórica e sem precedentes. Contudo, a vitória judicial foi acompanhada por uma série de derrotas em outras questões relevantes para seu governo.

Entre as derrotas, destaca-se a tentativa de demitir uma diretora do Federal Reserve (Fed), que foi barrada pela Justiça. Trump havia anunciado essa demissão em agosto de 2025, mas a medida foi contestada e a Suprema Corte decidiu, por uma votação apertada de cinco a quatro, manter a diretora no cargo.

Além disso, a Corte também rejeitou a tentativa de Trump de barrar a contagem de votos enviados pelo correio após o dia da eleição. Os juízes decidiram, novamente por 5 a 4, que a legislação do Mississippi era incompatível com as normas federais sobre o calendário eleitoral.

Outra derrota significativa foi a rejeição de um recurso que visava anular a decisão de um júri que concluiu que Trump abusou sexualmente da escritora E. Jean Carroll e a difamou posteriormente. A Suprema Corte optou por não revisar a decisão de um tribunal inferior, mantendo a condenação.

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