Trump defende diálogo com a Rússia e critica Zelensky por prolongar o conflito
Trump defende negociações de paz e critica ataques ucranianos a refinarias russas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou sua posição contrária a medidas que possam afastar a Rússia das negociações para a resolução do conflito na Ucrânia.
Em suas declarações, Trump destacou que sua abordagem em relação às sanções contra a Rússia é clara, pois busca facilitar o diálogo para a paz. Ele argumentou que a assinatura de novas legislações de sanção neste momento poderia prejudicar as conversas em andamento.
“Minha decisão sobre a Rússia é muito simples. Estou em processo de negociação da paz na guerra entre Rússia e Ucrânia e não quero fazer nada que, de maneira insensata, afaste a Rússia da mesa de negociações. Grandes avanços estão sendo feitos, e isso inclui as atuais negociações sobre reféns!”
Trump também mencionou que pode reconsiderar sua posição sobre as sanções no futuro, mas não especificou uma data para essa possível mudança.
Além disso, Trump criticou os recentes ataques ucranianos a refinarias de diesel na Rússia, afirmando que essas ações têm um impacto negativo no mercado internacional de combustíveis, afetando empresas e produtores norte-americanos. No entanto, não apresentou dados concretos para respaldar suas alegações sobre os efeitos dos ataques.
“Zelensky está usando refinarias de diesel na Rússia como alvo, sabendo que esses ataques estão prejudicando seriamente os mercados mundiais de diesel, inclusive nos EUA. Agricultores, pecuaristas e empresas de todos os tipos estão sofrendo muito com isso, mas a Rússia, apesar disso, está enviando milhões de barris de diesel ao mundo a preços baixos.”
Trump também insinuou que o presidente ucraniano poderia ter alcançado um acordo mais favorável no passado e criticou o apoio financeiro que a Ucrânia recebeu de países europeus e do governo anterior dos EUA.
A suspensão das sanções contra a Rússia ocorre em um contexto de crescente preocupação do governo americano com os efeitos dos conflitos internacionais sobre o fornecimento de energia global.
Recentemente, o secretário de Estado, Marco Rubio, ressaltou que a guerra na Ucrânia e os conflitos no Oriente Médio têm repercussões significativas no abastecimento global, defendendo um acordo que amplie a oferta de diesel russo nos mercados internacionais.
Trump afirmou que a Rússia está disposta a fornecer inicialmente mais de 300 mil toneladas métricas de diesel aos EUA, com novas remessas programadas para começar em novembro.
O secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, enfatizou que o acordo visa incentivar a paz e não apoiar economicamente a Rússia, ressaltando que o aumento das exportações russas de diesel está condicionado à redução do conflito com a Ucrânia.