Trump designa dois funcionários para investigar urnas no Brasil
Brasil nega visto a oficiais dos EUA em meio a polêmica sobre sistema eleitoral
O Brasil negou o visto de dois oficiais do governo dos Estados Unidos que planejavam visitar o país para questionar a legitimidade do sistema eleitoral brasileiro.
De acordo com informações, a decisão foi tomada após o governo brasileiro ter conhecimento de que os oficiais seriam enviados a pedido do presidente americano e do Secretário de Estado dos EUA. A intenção declarada era elaborar um relatório que pudesse ser utilizado para deslegitimar o sistema de votação eletrônica do Brasil.
O Itamaraty confirmou que a entrada foi negada para Riley Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, secretário-assistente adjunto do Departamento de Estado americano. Ambos foram mencionados em conversas internas que indicavam a possibilidade de uma visita ao Brasil, embora os detalhes sobre o propósito da viagem não tenham sido claros.
Riley Barnes, natural do Texas, possui formação em Ciência Política e um mestrado em Relações Internacionais. Ele atua como subsecretário do Departamento de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho desde 2025 e foi indicado por Marco Rubio para ser Coordenador Especial dos Estados Unidos para Questões Tibetanas.
Antes de sua atual posição, Barnes ocupou diversos cargos no Departamento de Estado, onde começou sua carreira em 2018. Seu histórico inclui funções como conselheiro sênior e redator-chefe de discursos.
Samuel Samson, de 27 anos, é subsecretário-adjunto de Estado para o Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho e foi nomeado para o cargo em 2026. Ele se formou na Universidade do Texas em Austin, onde se destacou por seu ativismo político conservador desde a adolescência.
Samson trabalhou em várias iniciativas políticas e foi conselheiro sênior no Departamento de Estado, promovendo a política do governo Trump e fortalecendo relações com grupos de direita em suas recentes viagens pela África e Europa.
As autoridades brasileiras identificaram a intenção dos EUA de deslegitimar o sistema eleitoral no dia 20 de julho, quando souberam da solicitação de vistos. O alerta foi reforçado por uma reunião entre o senador Flávio Bolsonaro e embaixadores, onde foram levantadas suspeitas sobre as urnas eletrônicas, já negadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Embora formalmente o pedido dos EUA fosse para discutir “liberdade de expressão relacionada às eleições”, as autoridades brasileiras perceberam uma tentativa de tumultuar o processo eleitoral. O TSE informou que a Embaixada dos Estados Unidos buscou uma reunião para discutir a visita, mas não houve agendamento devido ao recesso do Judiciário.
