Trump exonera membros da Comissão Eleitoral dos Estados Unidos
Demissões na Comissão de Assistência Eleitoral geram preocupações sobre a segurança das eleições nos EUA.
O presidente dos Estados Unidos demitiu, na quinta-feira, os dois últimos comissários federais responsáveis pela Comissão de Assistência Eleitoral (EAC), que é crucial para garantir a segurança dos votos. Essa decisão ocorre a poucos meses das eleições de meio de mandato, previstas para novembro.
A EAC, uma entidade bipartidária, é geralmente composta por um conselho de quatro comissários. No início do ano, os dois membros indicados pelos republicanos já haviam renunciado, deixando a comissão em uma situação delicada.
Os comissários destituídos haviam sido nomeados durante a administração democrata e receberam a notificação de sua demissão por e-mail, que informava sobre a rescisão de seus cargos com efeito imediato.
A mensagem enviada pela Casa Branca destacou que a decisão foi tomada em nome do presidente, enfatizando que ele se reserva o direito de afastar pessoas que não estejam alinhadas com o objetivo de proteger as eleições e garantir que cada voto legal seja contado.
O senador democrata Mark Warner expressou sua preocupação nas redes sociais, afirmando que as demissões deveriam alarmar todos os americanos, independentemente de suas filiações partidárias. Ele pediu uma explicação imediata do governo sobre a remoção dos comissários a poucos meses das eleições.
A EAC, criada em 2002, desempenha um papel essencial na certificação dos equipamentos de votação, assegurando que o processo eleitoral seja seguro e confiável. A sua atual configuração e a recente mudança de liderança levantam questões sobre a integridade das próximas eleições nos Estados Unidos.
