Trump Lança em Davos o “Conselho da Paz”, Proposta para Resolver Conflitos Globais

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Nova estrutura internacional propõe mediar crises além da Faixa de Gaza e reunir dezenas de países em cerimônia no Fórum Econômico

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou nesta quinta-feira (22), durante o Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), o “Conselho da Paz” (Board of Peace), uma iniciativa internacional que pretende promover estabilidade, resolução de conflitos e reconstrução em áreas afetadas por guerras. A cerimônia de assinatura da carta-fundadora foi realizada com a presença de líderes de vários países convidados a integrar o novo organismo.

O Board of Peace foi apresentado inicialmente como um mecanismo para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza após a guerra entre Israel e o Hamas, mas a carta oficial não menciona diretamente Gaza e amplia o papel do novo órgão para resolver conflitos em regiões ameaçadas ou afetadas por guerras em escala global. A estrutura define a organização como um meio para promover paz duradoura, governança estável e cooperação internacional em zonas de instabilidade.

Trump será o presidente do conselho, com autoridade significativa sobre a definição de políticas e composição dos comitês executivos, que incluiriam nomes como o secretário de Estado dos EUA e outros conselheiros políticos e diplomáticos de destaque. A ideia é que chefes de Estado ou governo de países convidados participem das decisões e contribuam com recursos — inclusive com compromissos financeiros consideráveis — para manter e expandir a atuação do conselho.

Entre os países que já aceitaram o convite para participar estão Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia, Qatar, Azerbaijão, Argélia e Uzbekistan — somando mais de duas dezenas de estados que confirmaram adesão à iniciativa liderada pelos EUA. Por outro lado, **países europeus como França, Noruega, Suécia e outros já anunciaram que não participarão, citando preocupações sobre a estrutura e a legitimidade do conselho em relação ao papel tradicional das Nações Unidas.

A iniciativa também gerou debates e resistência entre aliados dos EUA, que questionam se o novo conselho pode rivalizar ou minar a autoridade da Organização das Nações Unidas (ONU) em questões de paz e resolução de conflitos. Trump, no entanto, tem defendido a proposta como um meio de agir mais rapidamente do que instituições internacionais tradicionais, enfrentando críticas históricas sobre sua eficácia.

O lançamento do Conselho da Paz ocorre em meio a desafios geopolíticos persistentes no Oriente Médio, Europa Oriental e outras regiões, e representa uma tentativa de reposicionar o papel dos EUA como mediador nas principais crises globais, com foco em parcerias estratégicas fora das estruturas multilaterais tradicionais.

Foto: AFP

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