Trump pode nomear Jay Clayton, diretor de espionagem, como ‘czar’ da inteligência artificial, segundo emissora de TV
Trump deve nomear Jay Clayton como ‘czar’ da inteligência artificial na Casa Branca.
O presidente dos Estados Unidos está prestes a anunciar a nomeação de Jay Clayton para o cargo de “czar” de inteligência artificial, um movimento que visa fortalecer a liderança do país nessa área estratégica.
A decisão, que pode ser formalizada em breve, reflete a intenção do governo de acelerar o desenvolvimento da inteligência artificial, sem impor restrições que possam inibir o crescimento do setor.
Durante uma recente reunião, Trump enfatizou a importância da inovação em inteligência artificial e se comprometeu a não sufocar essa indústria emergente, que considera vital para o futuro econômico dos Estados Unidos.
Além da nomeação de Clayton, o presidente já descartou a criação de leis nacionais para regulamentar a inteligência artificial, optando por um modelo de autorregulação. Ele descreveu tentativas de limitar a tecnologia como uma “conspiração doentia”.
O documento apresentado por Trump estabelece diretrizes morais para gerenciar riscos de segurança associados à inteligência artificial.
O novo código de boas práticas incluirá auditorias externas independentes e um sistema de supervisão interna para mitigar riscos cibernéticos, biológicos e químicos, em resposta a incidentes recentes no setor.
A criação de um comitê independente para revisar avaliações de segurança é uma das propostas que se inspira na autorregulação do mercado financeiro dos Estados Unidos, refletindo a seriedade com que o governo aborda o tema.
A administração atual considera os avanços em inteligência artificial essenciais para a competitividade econômica e militar do país, especialmente diante das tensões com a China relacionadas ao acesso a tecnologias avançadas.
Quem é Jay Clayton
Jay Clayton, ex-advogado do escritório Sullivan & Cromwell, possui uma vasta experiência em fusões, aquisições e captação de recursos. Durante o primeiro mandato de Trump, ele presidiu a Comissão de Valores Mobiliários (SEC), onde se destacou por buscar consenso com os comissários de diferentes partidos.
Em 2025, Clayton foi nomeado procurador interino do Distrito Sul de Nova York, uma das promotorias mais influentes do país. Desde junho de 2026, ele ocupa o cargo de diretor de inteligência dos EUA, liderando as operações de espionagem do governo.