Trump sabota retorno de María Corina Machado à Venezuela
María Corina Machado é barrada de retornar à Venezuela após terremotos devastadores.
Recentemente, a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, enfrentou um novo revés ao ser impedida pelo governo dos Estados Unidos de retornar à Venezuela. Esta decisão ocorre em meio a uma crise humanitária, após terremotos que resultaram na morte de mais de 3.500 pessoas e devastaram a infraestrutura do país.
O governo americano, alinhado com a presidente interina Delcy Rodríguez, considerou a presença de Machado no país como contraproducente e oportunista. Como resultado, a decolagem do avião particular que a levaria a Curaçao, de onde ela tentaria voltar ao seu país por via marítima, foi abortada.
“Adicionar questões políticas sensíveis a essa situação neste momento é contraproducente para nossos esforços de ajuda após essa tragédia”, justificou um funcionário do Departamento de Estado.
A decisão do governo dos EUA expõe ainda mais a fragilidade da posição de Machado. Em dezembro do ano passado, com o auxílio dos EUA, ela havia conseguido fugir da Venezuela, onde estava clandestina, e chegou a Oslo. Contudo, o reconhecimento internacional que recebeu, como o Prêmio Nobel da Paz, não se traduziu em apoio significativo em sua luta política.
Machado acreditava que sua oferta simbólica do Nobel a Donald Trump poderia reforçar seus laços com o presidente americano. No entanto, essa expectativa se mostrou infundada, pois Trump não costuma valorizar aqueles que se colocam em uma posição subserviente.
Após a captura de Nicolás Maduro, Trump deixou claro que não era o momento adequado para Machado assumir o poder. Ele apontou que ela carecia de apoio e respeito dentro da Venezuela, preferindo delegar o comando a uma vice-presidente sob sua supervisão, o que garantiria uma estabilidade que atendia aos interesses dos EUA.
Os recentes terremotos complicaram ainda mais a situação, proporcionando a Machado uma nova oportunidade de retornar ao seu país. No entanto, sem um passaporte válido, ela culpou o governo de Caracas pela sua impossibilidade de voltar. A verdade é que a proibição foi uma decisão do governo americano, que considerou suas tentativas de retorno como “oportunismo político grotesco”.
Essa situação evidencia que, com aliados como Trump e Marco Rubio, María Corina Machado enfrenta um desafio ainda maior em sua luta política, sendo constantemente escanteada e sem o apoio que esperava.
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