Trump valoriza carne bovina do Brasil e ressalta sua importância para os EUA

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Trump elogia a carne bovina brasileira como essencial para redução de preços nos EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou a qualidade da carne bovina do Brasil, apresentando o país como um dos principais fornecedores que podem ajudar a aumentar as importações e, assim, tentar reduzir os preços ao consumidor americano. Essa declaração surge em um contexto em que a agricultura brasileira enfrenta várias restrições impostas pela União Europeia.

Segundo dados da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), entre janeiro e agosto deste ano, os Estados Unidos figuraram como o segundo maior mercado para a carne bovina brasileira, com mais de 269.000 toneladas importadas nesse período. Esse volume representa um crescimento de 28% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No contexto de medidas para impulsionar o setor pecuário nos EUA, Trump anunciou que o Brasil e a Argentina serão os principais fornecedores de um plano emergencial destinado a conter a inflação de alimentos. O governo americano implementou uma cota temporária que permitirá a importação de 300.000 toneladas de carne bovina magra, com tarifas reduzidas ou suspensas por um período de 90 dias.

  • A cota será distribuída em três etapas de 100.000 toneladas, entre setembro e novembro.
  • A expectativa da Casa Branca é que a carne importada através dessa cota seja comercializada por preços cerca de 25% inferiores aos atuais no mercado.
  • Atualmente, existem aproximadamente 50 plantas frigoríficas no Brasil que estão autorizadas a exportar carne bovina para os Estados Unidos.

A ABIEC se manifestou sobre a nova medida do governo americano, afirmando que está acompanhando a situação de perto. A associação reconhece que essa iniciativa pode ser uma oportunidade para o setor brasileiro, mas alerta que o Brasil não será o único país a se beneficiar dessa ampliação. Além disso, a ABIEC expressou preocupações de que a decisão de comercializar produtos a preços 25% mais baixos pode restringir os lucros da indústria.

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