TV aberta permanece na liderança enquanto streaming avança na cobertura da Copa, revela estudo
A televisão aberta ainda lidera, mas o consumo da Copa do Mundo se diversifica entre plataformas.
A televisão aberta continua sendo o principal meio de acompanhamento da Copa do Mundo no Brasil, com 79% dos entrevistados indicando essa preferência. No entanto, a pesquisa revela que o consumo do torneio está se diversificando entre várias plataformas.
De acordo com o levantamento, o SporTV é mencionado por 32% dos participantes, seguido por Premiere e CazéTV, ambos com 22%. Globoplay e YouTube aparecem com 20% cada. Esses números indicam que os torcedores estão cada vez mais habituados a acompanhar o campeonato por diferentes canais.
A mudança é especialmente notável entre os jovens. Os serviços de streaming já superam a audiência dos canais de TV por assinatura, refletindo uma transformação significativa no comportamento de consumo esportivo dessa faixa etária.
Além das transmissões ao vivo, a Copa do Mundo também faz parte da rotina dos brasileiros nas redes sociais. Fora dos jogos, 44% do público consome conteúdos relacionados ao torneio pelo Instagram, enquanto 40% utilizam o YouTube para esse propósito.
O estudo também destaca uma redistribuição das fontes de influência sobre a percepção da Copa. As transmissões oficiais continuam sendo a principal referência, citadas por 52% dos entrevistados. Os veículos de Jornalismo Esportivo vêm logo atrás, com 40%, superando as transmissões entre o público acima de 60 anos.
Entre a Geração Z, os influenciadores digitais têm um papel relevante, respondendo por 20% da formação de opinião sobre o torneio. Para contextualizar, a CazéTV alcançou 35 milhões de dispositivos conectados no YouTube durante a Copa de 2022.
“Se a narrativa é distribuída, a inserção de marca também precisa ser. O território da Copa exige uma estratégia de presença diversificada, utilizando linguagens diferentes para ecossistemas distintos. O criador de conteúdo deixou de ser apenas um atalho para se comunicar com os jovens, tornando-se um canal central com influência crescente a cada edição”, afirma a CEO da agência responsável pelo estudo.
