Ucrânia aceita proposta de Lula para promover a paz, afirma assessor presidencial

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Ucrânia e Brasil buscam caminhos para a paz no conflito com a Rússia

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, aceitou a proposta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para colaborar nas negociações de paz visando o fim da guerra entre Rússia e Ucrânia, conforme informado por um assessor presidencial ucraniano.

Durante uma conversa entre os dois líderes, Lula sugeriu a busca de apoio junto aos membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) como parte de uma estratégia para reativar a diplomacia. O presidente brasileiro mencionou que já havia se comunicado com os líderes dos cinco membros permanentes e que planeja fazer novos contatos.

Em coletiva de imprensa, Lula destacou a importância desses países, afirmando que eles detêm o poder de veto e podem influenciar decisivamente a situação de guerra ou paz. Ele reafirmou seu compromisso em contatar novamente esses líderes para discutir a questão.

O presidente brasileiro enfatizou que a responsabilidade de garantir a paz ou a guerra recai sobre esses membros do Conselho de Segurança. Ele expressou a necessidade urgente de uma solução, afirmando que somente esses países podem oferecer um caminho claro para a resolução do conflito.

Lula também mencionou que, em tentativas anteriores de mediação, não havia havido interesse significativo por parte de Zelenskiy ou das lideranças russas. No entanto, observou que Zelenskiy agora demonstra um desejo genuíno por paz, pedindo um cessar-fogo sem condições adicionais para iniciar discussões mais amplas.

Os dois presidentes se encontraram durante a cúpula do G7 em Evian-les-Bains, onde Zelenskiy reforçou a necessidade de aumentar a pressão sobre a Rússia para encerrar a guerra, que já se arrasta por mais de quatro anos.

O assessor Dmytro Lytvyn informou que os líderes concordaram em tentar alcançar resultados com base nas ideias discutidas, após o que fariam uma nova avaliação da situação.

O Conselho de Segurança da ONU inclui, além dos Estados Unidos, França e Reino Unido, a Rússia e a China, que também desempenham papéis cruciais nas dinâmicas de poder e nas negociações de paz. Uma iniciativa de mediação apoiada pelos EUA, que começou no início do ano, estagnou devido à insistência da Rússia em obter concessões territoriais que a Ucrânia se recusa a aceitar.

Recentemente, Zelenskiy pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que retomasse os esforços de mediação e organizasse um encontro presencial com Vladimir Putin, um pedido que o líder russo ainda não aceitou.

A Ucrânia tem intensificado seus esforços diplomáticos para encerrar o conflito, especialmente após a paralisação das negociações mediadas pelos EUA, que enfrentaram novos desafios devido à situação no Irã.

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