Urna eletrônica é considerada patrimônio da democracia no Brasil por Nunes Marques
TSE reafirma compromisso com a transparência e a defesa das urnas eletrônicas como patrimônio democrático.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, iniciou o segundo semestre de atividades da Justiça Eleitoral com uma firme defesa das urnas eletrônicas. Ele destacou que a transparência será uma prioridade em sua gestão, buscando informar à população que as urnas representam um verdadeiro patrimônio da democracia no Brasil.
Durante seu discurso, Nunes Marques enfatizou que o TSE se concentrará na conclusão das metas estabelecidas para as eleições gerais de 2026, com ênfase em acessibilidade e transparência. O objetivo é aumentar o conhecimento da sociedade sobre as diversas etapas do processo eleitoral.
O ministro afirmou que a transparência, acompanhada de informação qualificada e participação cidadã, é essencial para reforçar a robustez e a auditabilidade do sistema eleitoral. Ele ressaltou que a evolução tecnológica das urnas eletrônicas é um aspecto fundamental que deve ser constantemente aprimorado.
Recentemente, o presidente do TSE tem se posicionado publicamente em defesa das urnas eletrônicas, especialmente após comentários questionando sua segurança. Nunes Marques reiterou a importância de realizar atividades públicas que demonstrem a transparência do sistema de votação, visando aumentar a confiança da população no processo eleitoral.
Uma das medidas em planejamento inclui a implementação de uma dupla checagem durante o processo eleitoral. Isso envolverá a presença de dois eleitores no início e no final de cada dia de votação, garantindo a validade do processo. Além disso, fiscais de partidos poderão atuar em dupla, quando presentes, para monitorar as etapas da votação.
O ministro declarou que as portas da Justiça Eleitoral estão abertas para aqueles que desejam conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Ele reforçou que a transparência não é apenas um compromisso institucional, mas um dos pilares que sustentam a confiança da sociedade nas eleições brasileiras.
A defesa das urnas eletrônicas tem sido uma estratégia central do TSE desde as eleições de 2022. Naquele pleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro tentou desacreditar o sistema, propagando teorias conspiratórias e alegando, sem evidências, que houve fraude nas eleições anteriores.
