Valdemar rejeita possibilidade de sucessora feminina para Michelle no PL

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Valdemar Costa Neto não prevê sucessora para Michelle Bolsonaro no PL Mulher.

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, anunciou que o partido não buscará uma substituta para Michelle Bolsonaro na presidência do PL Mulher. Ele destacou que, atualmente, não há nenhuma integrante que possua as mesmas qualidades da ex-primeira-dama para assumir a função.

Durante um almoço com a Frente Parlamentar pelo Brasil Competitivo, Valdemar ressaltou a importância de Michelle, afirmando que ela possui um grande poder de comunicação e uma imagem positiva, além de ser dedicada. Ele fez questão de não desmerecer as mulheres do partido, mas reafirmou que nenhuma delas se iguala a Michelle.

Quando questionado sobre a possibilidade de deputadas do partido, como Bia Kicis, Caroline de Toni ou Júlia Zanatta, assumirem a presidência, Valdemar foi cauteloso. Ele mencionou que existem nomes, mas insinuou que haveria complicações ao escolher uma mulher para a posição.

O dirigente do PL também mencionou que está considerando a extinção da presidência nacional do PL Mulher, mantendo apenas os comandos estaduais com autonomia. Ele afirmou que, se Michelle reconsiderar sua decisão de deixar o cargo, o cenário mudaria, enfatizando que respeitará a vontade dela.

Michelle anunciou sua saída da presidência do PL Mulher no dia 30 de junho, alegando a necessidade de se dedicar integralmente aos cuidados com sua família. A decisão foi tomada após reflexões com o marido sobre a situação que estão enfrentando. Desde março de 2023, ela ocupava a presidência do núcleo feminino do partido.

A saída de Michelle ocorreu logo após um desentendimento público com o senador Flávio Bolsonaro, seu enteado. Em vídeos nas redes sociais, ela relatou ter se sentido desrespeitada e humilhada durante uma conversa sobre as articulações políticas do PL no Ceará.

Ainda não há uma definição sobre a possível candidatura de Michelle ao Senado. Valdemar revelou que, durante a conversa sobre sua saída, ela mencionou que talvez não fosse se candidatar. Entretanto, dirigentes do PL estão otimistas de que ela não abandonará a disputa, e caso isso aconteça, o apoio eleitoral que ela detém pode ser transferido para alguém do próprio partido.

A deputada federal Bia Kicis é uma das opções para ser impulsionada como candidata. Ela afirmou que, mesmo que Michelle decida não se lançar ao Senado, manterá sua pré-candidatura, que inicialmente tinha o objetivo de ser um “voto casado” com a ex-primeira-dama.

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