Varejo responde por 84% dos ataques DDoS, aponta Akamai
Comércio agêntico enfrenta crescente ameaça de cibercriminosos, segundo relatório
O comércio agêntico, que utiliza agentes de inteligência artificial para facilitar a jornada de compra, está se tornando um alvo preferencial para cibercriminosos. Um novo relatório revela que essa transformação no setor de comércio amplia a superfície de ataque para bots de IA e ataques cibernéticos.
De acordo com a pesquisa, 48% das atividades de bots de IA observadas foram direcionadas ao comércio, consolidando-o como o principal alvo dessa automação. A maior parte dessas atividades, cerca de 71%, envolve crawlers que coletam informações valiosas, como descrições de produtos e preços. Na América Latina, a atividade de bots cresceu 48% em 2025, impulsionada pelo aumento do comércio eletrônico na região.
O relatório também destaca que o setor de comércio registrou mais de 200 bilhões de ataques contra aplicações web e APIs entre 2024 e 2025, tornando-se a indústria mais atacada globalmente. Os ataques a APIs aumentaram 9% em um ano, e 85% das empresas do setor enfrentaram pelo menos um incidente relacionado a essas vulnerabilidades, embora apenas 22% delas tenham consciência de quais APIs expõem dados sensíveis.
Em 2025, o comércio sofreu quase 3 trilhões de ataques DDoS de camada 7, com 84% desses ataques direcionados ao varejo.
Agentes de IA dificultam identificação de fraudes
O estudo revela que os agentes de IA estão se tornando cada vez mais sofisticados, imitando comportamentos humanos e dificultando a detecção de atividades maliciosas. Criminosos têm utilizado técnicas como sequestro de agentes de IA e criação de identidades sintéticas para automatizar fraudes e explorar vulnerabilidades em APIs.
Para as empresas, o desafio não é mais apenas bloquear bots, mas sim gerenciar a automação, distinguindo entre agentes legítimos que podem agregar valor e bots que são utilizados para fraudes e ataques cibernéticos.
Como as empresas podem se proteger
Diante da ascensão do comércio agêntico, é fundamental que as empresas integrem a segurança em suas estratégias de continuidade, especialmente durante períodos de alta demanda, como Black Friday e festas de fim de ano, quando o volume de transações aumenta e os ataques cibernéticos se intensificam.
As recomendações incluem o mapeamento contínuo de APIs e sistemas críticos, identificação de dados sensíveis, adoção de estratégias de governança para bots e agentes de IA, realização de testes de resiliência da infraestrutura, além da segmentação de ambientes críticos para minimizar o impacto de incidentes. A integração entre cibersegurança e prevenção a fraudes também é essencial para proteger os negócios.
