Venda de veículos no RS atinge 89.144 unidades no primeiro semestre, com elétricos superando híbridos e mercado batendo recorde

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Mercado automotivo gaúcho registra crescimento histórico no primeiro semestre de 2026.

No primeiro semestre de 2026, o mercado automotivo do Rio Grande do Sul alcançou um marco significativo, com 89.144 unidades emplacadas. Esse crescimento de 2,65% em relação ao mesmo período do ano anterior sinaliza uma trajetória de recuperação robusta, aproximando o estado de reconquistar uma posição entre os dez maiores mercados do Brasil.

Um dos destaques desse semestre foi a consolidação dos veículos eletrificados, que somaram 13.560 unidades, representando um aumento impressionante de quase 130%. Os veículos elétricos, com 7.702 unidades, superaram pela primeira vez os híbridos, que totalizaram 5.858. Em junho, mais de 34% dos automóveis vendidos no estado eram eletrificados, enquanto a média nacional girava em torno de 20%. O BYD Dolphin Mini, um modelo 100% elétrico, se destacou como o segundo carro mais vendido do estado, com 2.216 unidades, apenas 73 unidades atrás do líder, o GM Tracker.

Os automóveis de passeio foram o principal motor do mercado, com 47.127 unidades emplacadas, um aumento de 9,31%. O mês de junho registrou o melhor ritmo de vendas mensal, com uma alta de 25,64%. As motocicletas também apresentaram um crescimento consistente de 6,65%, impulsionadas pela demanda de delivery e mobilidade urbana. No entanto, os segmentos de comerciais leves e caminhões sofreram queda, com -14,76% e -21,79%, respectivamente, devido aos efeitos da crise no agronegócio. Apesar disso, junho trouxe uma leve recuperação, impulsionada pelo programa Move Brasil.

Jefferson Fürstenau, presidente da Fenabrave-RS, destacou a importância desse momento, afirmando que o primeiro semestre de 2026 foi o melhor desde 2019. Ele acredita que o estado pode fechar o ano com um crescimento de 5%, próximo do total de 200 mil veículos vendidos.

Entretanto, o crescimento do estado contrasta com o cenário nacional, onde o Brasil registrou um aumento de 16% em vendas no semestre, impulsionado principalmente por automóveis e motocicletas. A estiagem e a retração do setor agropecuário impactaram negativamente segmentos essenciais, como caminhões e utilitários, evidenciando a dependência da economia regional da produção agrícola.

Além dos desafios econômicos, questões estruturais como pedágios altos e rodovias em condições precárias afetam a logística, elevando os custos para o consumidor. A Fenabrave defende a necessidade de concessões com tarifas justas e investimentos em infraestrutura como fundamentais para a competitividade do setor.

As expectativas para o segundo semestre são otimistas. Eventos como a Expointer devem proporcionar oportunidades para marcas e novas tecnologias, enquanto novos programas de incentivo, como um potencial Move Brasil 3, podem garantir a continuidade da recuperação do setor.

Em suma, o Rio Grande do Sul vive um semestre histórico, com os veículos elétricos ganhando destaque e os automóveis sustentando o crescimento. Essa transformação do mercado é promissora, embora o setor ainda enfrente desafios relacionados ao crédito acessível e à infraestrutura, que precisam ser abordados para acompanhar o ritmo de inovação.

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