Vibra aumenta em 54% preço do querosene de aviação devido à alta do petróleo
Reajuste no querosene de aviação impacta setor aéreo com alta significativa.
O reajuste de 54,63% no preço do querosene de aviação, anunciado pela Vibra Energia, entra em vigor no dia 1º de abril. A decisão foi comunicada aos operadores de táxi-aéreo na última sexta-feira.
A elevação dos preços é atribuída à alta do petróleo no mercado internacional, que ultrapassou a marca de US$ 100 devido a conflitos no Irã, resultando no fechamento parcial do estreito de Ormuz. Essa situação impacta diretamente os custos de operação das companhias aéreas.
O querosene de aviação é utilizado em aeronaves turboélices, jatos e helicópteros turboeixo, enquanto a gasolina de aviação é destinada a aeronaves com motores a pistão. Ambos os combustíveis seguem a paridade internacional, refletindo as flutuações do mercado global.
A Vibra Energia, que sucedeu a BR Distribuidora após sua privatização em 2021, tem enfrentado críticas relacionadas à alta nos preços dos combustíveis. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, tem apontado a privatização como um fator que dificultou o controle sobre os preços, afirmando que a falta de uma distribuidora estatal impede a contenção do repasse de custos ao consumidor.
Em resposta a essas preocupações, a bancada do PT iniciou discussões para criar uma Frente Parlamentar em prol da reestatização da BR Distribuidora. Liderada por Pedro Uczai, a iniciativa conta com o apoio de congressistas de blocos aliados ao governo federal. No entanto, a meta de reunir assinaturas para formalizar a frente até 24 de março não foi alcançada.
REESTATIZAÇÃO
A reestatização da BR Distribuidora exigiria uma decisão política do governo federal e poderia ser conduzida pela Petrobras, respeitando as normas de governança da empresa. Desde a venda de sua participação na distribuidora em 2021, o controle acionário está fragmentado entre investidores privados.
Para retomar o controle, seria necessário adquirir uma participação majoritária, possivelmente através de uma oferta pública de aquisição (OPA). Dependendo do modelo adotado, essa operação poderia requerer a aprovação do Congresso e seguir as diretrizes do mercado financeiro, incluindo a análise de órgãos reguladores como a CVM e o Cade.
