Vinte integrantes de organização criminosa são presos em Porto Alegre e Região Metropolitana

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Polícia Civil realiza operação contra tráfico de armas e prende 20 suspeitos.

A ação resultou na apreensão de dinheiro, veículos, armas de fogo e munições.

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (2), a Operação Penhor com o objetivo de desarticular uma organização criminosa ligada ao comércio ilegal de armas de fogo, lavagem de dinheiro e outros crimes correlatos. A operação abrangeu diversas localidades, incluindo Porto Alegre, Gravataí, Cachoeirinha e Cidreira, e resultou na prisão de 20 indivíduos.

Os agentes cumpriram 24 mandados de prisão preventiva e 22 mandados de busca e apreensão, além de sequestrar 36 veículos, dois imóveis e bloquear dez contas bancárias. Esta operação se deu no âmbito da Operação Narke VI, promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Os resultados foram significativos, com a apreensão de R$ 30 mil em espécie, oito veículos, uma moto aquática, três armas de fogo e munições. As investigações começaram após denúncias sobre a atuação de pessoas envolvidas no comércio clandestino de armamento na Região Metropolitana de Porto Alegre, especialmente em Cachoeirinha e Gravataí.

Durante as investigações, foi identificada uma estrutura criminosa organizada com divisão de tarefas, que se dedicava à aquisição, armazenamento e comércio de armas e munições. Essa organização tinha vínculos com um grupo criminoso oriundo do Vale dos Sinos.

Os investigadores descobriram que o grupo utilizava operadores financeiros e empresas legalmente constituídas para ocultar e dissimular os valores provenientes de suas atividades ilegais. Essa estrutura complexa visava a lavagem de capitais, reafirmando a sofisticação das operações realizadas.

O nome “Penhor” foi escolhido em função de um diálogo interceptado, onde uma liderança do grupo expressava descontentamento em relação a cobranças internas sobre o envolvimento em uma transação de armamento, evidenciando a clandestinidade do comércio de armas.

O delegado Wesley Lopes, do Denarc, destacou a importância da operação: “As investigações mostraram uma estrutura organizada que não apenas comercializava armas clandestinamente, mas também possuía mecanismos de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro. As ações patrimoniais são fundamentais para desmantelar a capacidade operacional deste grupo.”

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