Vorcaro classifica celular como uma maldição

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Fundador do Banco Master defende sua inocência em depoimento à Polícia Federal.

O fundador do Banco Master declarou à Polícia Federal que as mensagens extraídas de seu celular foram descontextualizadas durante a investigação. A afirmação foi feita em um depoimento realizado no dia 15 de outubro, onde ele se referiu ao seu aparelho como uma “maldição”.

Vorcaro argumentou que as mensagens foram mal interpretadas pelos investigadores, desconsiderando a complexidade de suas operações, que envolvem setores como mineração, investimentos e crédito. Ele ressaltou que a análise dos problemas enfrentados pelo Banco Master deve ser feita de forma abrangente.

Durante o depoimento, que durou cerca de duas horas, o empresário pediu sua libertação enquanto a investigação prossegue, afirmando que a análise precisa considerar todo o contexto: “Não dá para fazer uma análise sem ver o filme todo. Vamos fazer uma perícia. Me solta, 1º, para não ficar esperando…”

A Polícia Federal investiga um esquema que supostamente envolveu o repasse de R$ 2,2 bilhões em carteiras de crédito inexistentes ao Banco de Brasília (BRB), as quais foram emitidas por uma empresa considerada de fachada. Segundo a PF, as conversas obtidas indicam que Vorcaro estava ciente das irregularidades.

Vorcaro nega irregularidades

<pDurante o interrogatório, Vorcaro negou qualquer envolvimento em fraudes e desafiou os policiais a encontrarem alguém que compreendesse a situação. Ele defendeu sua boa-fé ao perceber as falhas nas carteiras de crédito e afirmou ter agido rapidamente para substituir contratos e cobrir divergências com seu patrimônio pessoal.

O empresário contestou o valor estimado de R$ 2,2 bilhões em prejuízos, argumentando que os ativos dados como garantia têm valor superior ao montante repassado. Ele atribuiu a deterioração da situação do BRB à liquidação do Banco Master.

A Polícia Federal, no entanto, destacou que quaisquer tentativas de recomposição de recursos não eliminam os crimes em investigação. Vorcaro se mostrou aberto à apuração de erros operacionais, mas reafirmou sua inocência e pediu o arquivamento do caso em relação à sua conduta.

Atualmente, ele permanece em prisão preventiva no Complexo da Papudinha desde o início de 2026. Recentemente, foi indiciado junto a outras 14 pessoas por crimes financeiros relacionados ao Banco Master.

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