Zema critica João Campos por reduzir imposto e o chama de intocável das bets
Críticas de Zema a João Campos sobre a redução de impostos para apostas em Recife
O candidato à Presidência, Romeu Zema, fez duras críticas ao ex-prefeito de Recife, João Campos, em um vídeo publicado nas redes sociais. Zema acusou Campos de transformar a cidade na “capital das bets” ao reduzir a alíquota do Imposto sobre Serviços (ISS) para sites de apostas esportivas.
De acordo com Zema, a redução do imposto de 5% para 2% para serviços relacionados a jogos e loterias foi uma medida que favoreceu o setor de apostas. Ele se referiu a Campos como o “intocável das bets” e destacou que a cidade foi marcada por patrocínios de casas de apostas durante sua gestão. O candidato enfatizou que, se eleito, tomará medidas para acabar com essa prática.
Além das críticas sobre a política fiscal, Zema também acusou João Campos de utilizar recursos públicos para autopromoção, alegando que o ex-prefeito transformou dinheiro público em propaganda pessoal para promover sua candidatura. Essa afirmação ressalta a preocupação com a ética na gestão pública e o uso adequado dos recursos do município.
Em resposta a essas declarações, Zema afirmou que, caso chegue à presidência, seu primeiro ato será proibir todas as apostas esportivas no Brasil. Ele argumentou que esse vício tem causado destruição em muitas famílias e que os lucros gerados por esse setor não podem ser permitidos.
A Prefeitura do Recife, em nota, defendeu a redução do imposto, afirmando que a medida visava garantir a arrecadação fiscal do setor de apostas, regulamentado em 2023. A gestão municipal ressaltou que a expectativa era de arrecadar mais de R$ 60 milhões por ano com a nova alíquota e que não havia benefícios fiscais especiais para as casas de apostas.
REDUÇÃO DE IMPOSTO
A mudança na alíquota do ISS foi formalizada pela Lei Municipal 15.563 de 1991, que instituiu o Código Tributário do Município do Recife. A proposta foi aprovada pela Câmara Municipal e sancionada por João Campos em 2025. O imposto de 2% é o piso mínimo permitido por legislação federal.
A administração municipal argumentou que, sem a alíquota reduzida, as empresas poderiam se estabelecer em outras cidades que já aplicavam o piso de 2%, resultando em perdas significativas para a arrecadação local. A prefeitura enfatizou que a medida visava manter a competitividade do Recife no cenário nacional.
