Zema critica Lulinha em novo episódio de Os Intocáveis
Vídeo de Zema satiriza investigações sobre Lulinha e tráfico de influência.
O candidato à Presidência Romeu Zema divulgou um novo episódio da série “Os Intocáveis” nas redes sociais, que aborda a abertura de inquéritos contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. As investigações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, e tratam de suspeitas de tráfico de influência.
No vídeo, personagens que representam Lula, a primeira-dama Janja da Silva, Lulinha e o ministro Flávio Dino participam de uma conversa fictícia com tom humorístico. O roteiro sugere que Lula está mais preocupado com a aproximação das eleições do que com as investigações que envolvem seu filho.
A produção também menciona episódios passados relacionados a Lulinha, incluindo contratos da Gamecorp com a Telemar e investigações arquivadas, além da decisão que anulou provas no caso Oi. Em um momento do vídeo, o personagem de Lulinha reivindica ter se beneficiado de arquivamentos sucessivos de investigações.
Na cena final, Lula tenta contatar o Supremo Tribunal Federal para solicitar ajuda a Lulinha, mas a ligação é atendida por Flávio Dino, que informa que o caso está sob a relatoria de André Mendonça e que não poderá intervir.
SÉRIE COM IA
“Os Intocáveis” é uma série de vídeos que utiliza inteligência artificial, criada por Zema como uma forma de criticar ministros do STF e políticos mencionados em investigações sobre o Banco Master. Em episódios anteriores, Zema já satirizou figuras como Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, abordando temas como voos em jatinhos e questões relacionadas ao Banco Master.
A série gerou repercussão ao ponto de Gilmar Mendes acionar o STF contra Zema, solicitando que ele fosse incluído no inquérito das fake news, alegando que os vídeos continham informações falsas produzidas por IA que visavam desonrar integrantes da Corte. Em maio, a Procuradoria Geral da República apresentou uma denúncia contra Zema por calúnia contra Gilmar.
CASO LULINHA
O primeiro inquérito contra Lulinha, autorizado na quinta-feira, visa investigar supostas práticas de tráfico de influência e corrupção em articulações relacionadas ao mercado de cannabis medicinal. A Polícia Federal apura se o filho do presidente atuou para favorecer a comercialização de canabidiol junto ao Ministério da Saúde e à Presidência, em colaboração com a empresária Roberta Luchsinger e o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes.
Na sexta-feira, André Mendonça autorizou um segundo inquérito, também a pedido da Polícia Federal, para investigar novas suspeitas de tráfico de influência ligadas a contratos da Dataprev. A PF investiga a relação de Lulinha com o empresário Cléber Ribas de Oliveira, que buscava contratos com a estatal e outros órgãos federais, e se ele financiou despesas de Lulinha em troca de facilitação de acesso ao governo.
A defesa de Lulinha declarou que a Polícia Federal não encontrou provas nas investigações anteriores, classificando a nova apuração como uma “pesca probatória”. O advogado Marco Aurélio de Carvalho negou qualquer irregularidade e afirmou que a investigação visa influenciar as eleições de 2026.