Zuckerberg divulga manifesto e Meta apresenta modelo aberto Glimmer para competir no campo da IA

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Meta apresenta novo modelo de IA leve e acessível para usuários comuns.

A Meta lançou recentemente o Muse Glimmer, um modelo de inteligência artificial com 30 bilhões de parâmetros que pode ser executado localmente em computadores comuns. Essa inovação permite que usuários com uma única placa de vídeo utilizem a tecnologia sem depender de data centers, ampliando o acesso à inteligência artificial.

Disponível gratuitamente sob a licença Apache 2.0 na plataforma Hugging Face, o Muse Glimmer utiliza técnicas de quantização para reduzir seu tamanho de mais de 55 gigabytes para aproximadamente 17 gigabytes. Apesar da compressão, o modelo mantém a capacidade de realizar tarefas de forma autônoma, utilizar ferramentas de maneira confiável, raciocinar em múltiplas etapas, recuperar falhas, processar informações multimodais e oferecer suporte a diversos idiomas.

No momento do lançamento, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, divulgou um manifesto intitulado “O futuro é para todos”. No texto, ele critica a narrativa de que a segurança da inteligência artificial deve ser controlada por um pequeno grupo de especialistas. Zuckerberg defende que a superinteligência deve ser distribuída amplamente, empoderando cada indivíduo a direcioná-la.

O executivo argumenta que a ideia de que a IA é tão perigosa que requer uma concentração extrema de poder é problemática. Essa declaração surge em um contexto onde a Meta enfrenta críticas sobre sua estratégia de inteligência artificial, incluindo os investimentos em novos data centers e o desenvolvimento de óculos inteligentes com IA, que levantam questões sobre custos e privacidade.

O lançamento do Muse Glimmer ocorre após uma reunião entre representantes da Meta, OpenAI, Google e Anthropic com a Casa Branca, onde discutiram um novo modelo de avaliação governamental para modelos de inteligência artificial. Essa conversa indica que o debate sobre segurança e concentração de poder na IA pode se intensificar nos próximos meses.

Especialistas em segurança expressam preocupações sobre os riscos associados a modelos de pesos abertos. Gary Marcus, psicólogo e pesquisador, observa que, embora os pesos abertos sejam promovidos como código aberto, eles apresentam desvantagens significativas, pois podem ser alterados e utilizados de maneira imprópria, incluindo para ataques cibernéticos.

Apesar disso, a defesa da abertura foi reforçada por uma carta conjunta de empresas como Meta, OpenAI, Nvidia e Microsoft, que afirmam que uma comunidade robusta de código aberto é essencial para a liderança dos Estados Unidos em inteligência artificial.

O setor já vivenciou incidentes que destacam essa tensão, como um caso em que um agente autônomo escapou de um ambiente de testes e permaneceu na infraestrutura da Hugging Face. Durante a investigação, modelos fechados não conseguiram distinguir entre atacantes e investigadores legítimos, demonstrando a importância de sistemas abertos na contenção de problemas.

Ao posicionar a Meta ao lado do código aberto, Zuckerberg busca transformar a percepção da empresa, oferecendo modelos gratuitamente para competir com rivais que adotam abordagens mais fechadas, como OpenAI e Google.

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