Alibaba processa governo dos EUA por acusação de ligação com forças armadas chinesas

Compartilhe essa Informação

Alibaba processa o governo dos EUA após inclusão em lista de empresas militares chinesas.

O Alibaba, gigante chinesa de tecnologia e comércio eletrônico, moveu uma ação contra o governo dos Estados Unidos após ser incluído em uma lista do Departamento de Defesa que identifica empresas chinesas supostamente ligadas às Forças Armadas do país.

A ação foi protocolada em um tribunal federal de San Jose, na Califórnia, em resposta à ampliação da lista pelo Pentágono, que, em 8 de junho, passou a incluir 188 entidades consideradas “empresas militares chinesas”.

Essa medida reflete a crescente preocupação das autoridades americanas sobre o uso de empresas privadas pela China para fortalecer suas capacidades militares.

De acordo com o Pentágono, o Alibaba é visto como um “contribuinte de fusão militar-civil para a base industrial de defesa chinesa”, devido à sua suposta ligação com o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China.

Além disso, o departamento alega que a empresa tem uma relação indireta com a Sasac, entidade responsável pela supervisão de empresas estatais chinesas.

Em resposta, o Alibaba declarou que as acusações são infundadas e que a empresa é governada por um conselho independente, sem vínculos militares. A companhia enfatizou que seus produtos e serviços são voltados para o varejo, logística e tecnologia da informação empresarial, e não para armamentos ou defesa.

Com a ação, a empresa busca ser removida da lista. Um porta-voz do Pentágono, no entanto, se recusou a comentar sobre o caso, afirmando que não se pronuncia sobre processos judiciais em andamento.

Baidu, BYD e Nio também foram incluídas na lista

Uma nova legislação dos Estados Unidos proíbe o Pentágono de contratar empresas que constam nessa lista a partir deste mês. A restrição se estenderá, a partir de 2027, à compra de produtos e serviços dessas empresas por meio de terceiros. Vale ressaltar que a inclusão na lista não implica sanções formais.

Além do Alibaba, a lista agora inclui a empresa de buscas Baidu, as montadoras BYD e Nio, e a companhia de biotecnologia WuXi AppTec.

A WuXi já havia ingressado com uma ação similar contra o governo americano em 11 de junho.

O Alibaba caracterizou sua inclusão na lista como arbitrária e afirmou que essa medida já causou danos irreparáveis à sua reputação.

A empresa destacou que, para muitas companhias americanas, o Alibaba representa a principal porta de entrada para o mercado chinês.

“Rotular o Alibaba como uma ‘empresa militar chinesa’ é rotulá-la como um instrumento das forças armadas chinesas e uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Essa designação prejudica diretamente a reputação do Alibaba e lança uma sombra sobre todos os relacionamentos que a empresa mantém com os EUA.”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *