Pastor Márcio Poncio é preso pela PF na operação Unha e Carne

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Pastor Marcio Poncio é preso em operação contra lavagem de dinheiro no Rio de Janeiro.

A Polícia Federal prendeu o pastor Marcio Poncio durante a quinta fase da operação Unha e Carne, realizada no Rio de Janeiro. A ação visa aprofundar investigações sobre lavagem de dinheiro atribuída a uma organização criminosa.

A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, que também expediu mandados de prisão contra o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, e o ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar. Ambos já estavam detidos antes do desdobramento dessa fase da operação.

O ministro determinou o cumprimento de três mandados de prisão preventiva e 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio de Janeiro e São João de Meriti. Além disso, o STF ordenou o sequestro de bens e valores que podem chegar a cerca de R$ 22 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, esta etapa da operação busca aprofundar as investigações sobre indícios de lavagem de dinheiro associados ao grupo investigado. O foco recai sobre Adilsinho, apontado como líder da nova cúpula do jogo do bicho, e possíveis conexões com integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.

A Operação Unha e Carne já teve outras quatro fases, realizadas entre dezembro de 2025 e maio de 2026. Inicialmente, a investigação visava apurar um suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a operações policiais contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro.

Com o avanço das apurações, surgiram suspeitas de ligações entre agentes públicos e membros de organizações criminosas. A investigação está vinculada à ADPF 635, que estabelece diretrizes para operações de segurança pública em comunidades cariocas.

Até o momento, não houve resposta dos citados sobre a investigação. O texto será atualizado caso eles se manifestem.

FASES ANTERIORES

A primeira fase da operação foi deflagrada em dezembro de 2025, tendo como alvo o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar. A Polícia Federal apurou que informações sigilosas da Operação Zargun, realizada em setembro daquele ano, teriam sido repassadas a investigados, incluindo o ex-deputado TH Joias.

Na segunda fase, também em dezembro de 2025, a Polícia Federal prendeu o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, em uma investigação que sugere possível compartilhamento de informações entre integrantes do Judiciário e agentes políticos.

A terceira fase ocorreu em março de 2026 e resultou na nova prisão de Rodrigo Bacellar, em Teresópolis, por decisão do STF, após desdobramentos da investigação e a cassação de seu mandato.

Na quarta fase, em maio de 2026, a PF cumpriu mandados relacionados a suspeitas de fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, resultando em prisões e buscas em diferentes municípios do Estado.

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