MPT aciona influenciador Rico Melquíades por ameaça de demissão a funcionária que declarou apoio ao PT

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Ministério Público do Trabalho processa influenciador por assédio eleitoral em Alagoas.

O Ministério Público do Trabalho em Alagoas moveu uma ação contra o influenciador Rico Melquíades, acusando-o de assédio eleitoral. A ação, que está sendo analisada na 11ª Vara do Trabalho de Maceió, visa uma indenização de 5 milhões de reais por danos morais coletivos, quantia que poderá ser destinada a fundos públicos ou projetos sociais.

A denúncia alega que Melquíades coagiou suas funcionárias domésticas devido a divergências políticas e expôs suas informações pessoais nas redes sociais, onde possui mais de 12 milhões de seguidores. O Ministério Público argumenta que tais ações violaram a dignidade das trabalhadoras, caracterizando um comportamento abusivo e ilegal no ambiente de trabalho, com o objetivo de manipular o voto delas nas próximas eleições.

No vídeo que gerou a controvérsia, Melquíades aparece com quatro mulheres e questiona sobre quem paga os salários delas, além de explorar suas preferências políticas. Ele chegou a afirmar que uma das funcionárias, associada ao PT, estaria demitida, instruindo-a a pegar seus pertences e reiterando a questão do pagamento de seu salário.

Após a divulgação do vídeo, o Ministério Público Eleitoral em Alagoas iniciou um procedimento para investigar a possível prática de coação eleitoral.

Em uma tentativa de se retratar, Melquíades publicou um vídeo pedindo desculpas a qualquer trabalhador que tenha se sentido ofendido. Ele afirmou que as mulheres no vídeo são familiares e que concordaram com a gravação.

O influenciador destacou sua responsabilidade com o público e com as leis trabalhistas e eleitorais, afirmando que nenhum funcionário deve sofrer coação por parte de um empregador.

Em abril, Melquíades, que ganhou notoriedade como campeão da 13ª edição do reality show A Fazenda, anunciou sua filiação ao PSDB de Alagoas para concorrer a deputado federal, prometendo cirurgias plásticas gratuitas se eleito. Contudo, sua candidatura não avançou.

Além disso, Melquíades já foi alvo de investigações pela Polícia Civil de Alagoas por suposta participação em uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro de apostas ilegais. Em maio do ano passado, ele admitiu a prática ilegal e concordou em pagar 1 milhão de reais em multa para encerrar a investigação contra si.

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