Recuo no mercado de soja encerra a semana com variação nos preços no Brasil
Mercado de soja apresenta recuo no Brasil com queda nas cotações internacionais.
O mercado brasileiro de soja registrou baixa nesta sexta-feira, refletindo a queda das cotações na Bolsa de Chicago. O avanço da colheita nos Estados Unidos pressionou os preços, enquanto o farelo de soja também teve um desempenho negativo.
Nos portos brasileiros, as quedas foram mais acentuadas, acompanhando a paridade de preços. Apesar disso, o analista Rafael Silveira observa que o mercado permanece com valores nominais estáveis, sem grandes perdas para o grão.
Os vendedores continuam a pressionar os compradores com pedidos elevados, enquanto as ofertas de compra, embora em níveis considerados robustos, não mostraram grandes alterações.
“Observamos um spread significativo no mercado disponível, com diferenças de até R$ 7,00 por saca, dependendo da localidade, mas sem movimentações relevantes”, aponta Silveira.
No mercado físico, as cotações variaram entre as principais praças. Os preços observados foram:
- Passo Fundo (RS): recuo de R$ 154,50 para R$ 154,00
- Santa Rosa (RS): recuo de R$ 155,50 para R$ 154,00
- Cascavel (PR): recuo de R$ 152,00 para R$ 151,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 147,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 147,00
- Rio Verde (GO): alta de R$ 148,00 para R$ 149,00
- Paranaguá (PR): recuo de R$ 163,00 para R$ 162,00
- Rio Grande (RS): recuo de R$ 163,50 para R$ 162,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa, reduzindo os ganhos da semana. O dia foi marcado por um movimento de realização de lucros e vendas técnicas.
Os agentes do mercado aguardam o encontro em Washington entre os presidentes da China e dos Estados Unidos, onde se espera a discussão de novos acordos comerciais que poderiam impulsionar as vendas de soja americana para a China.
A venda de 111.000 toneladas de soja para a China, reportada por exportadores privados dos EUA, será efetivada na temporada 2026/27, mostrando o interesse contínuo do mercado asiático.
A Sinograin, estatal chinesa responsável pelos estoques estratégicos, retornou aos leilões de grandes volumes de soja importada, após uma pausa de cerca de um mês, antecedendo a cúpula entre Xi Jinping e Donald Trump.
O próximo leilão programado incluirá 543 mil toneladas de soja produzidas entre 2023 e 2025, conforme comunicado do Centro Nacional de Comércio de Grãos. Anteriormente, a Sinograin havia realizado cinco leilões com mais de 200 mil toneladas de soja, visando liberar espaço de armazenamento para a soja dos EUA.
Abiove
A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou que a produção de soja no Brasil deve atingir 180,4 milhões de toneladas, sem alterações em relação aos dados do mês passado.
A entidade revisou para baixo, em 0,3%, sua previsão para as exportações de soja em grão, agora estimadas em 115 milhões de toneladas, devido ao aumento das compras chinesas do produto norte-americano.
Contratos futuros de soja
Os contratos de soja com entrega em novembro fecharam com uma queda de 16,25 centavos de dólar, ou 1,23%, cotados a US$ 13,03 1/2 por bushel. A posição para janeiro foi cotada a US$ 13,20 por bushel, com retração de 17,00 centavos de dólar, ou 1,27%.
Nos subprodutos, o farelo com vencimento em dezembro teve queda de US$ 12,70