Trump propõe proibição do termo “IA” no governo dos EUA
Trump proíbe uso do termo “inteligência artificial” em favor de “superinteligência”
O governo dos Estados Unidos, sob a liderança de Donald Trump, anunciou a proibição oficial do uso da expressão “inteligência artificial” em documentos e outros contextos, substituindo-a por “superinteligência” (SI).
Essa medida é parte de uma campanha que começou em setembro, quando Trump assinou uma ordem executiva que exige que agências federais adotem a nova terminologia em suas comunicações e documentos oficiais. O presidente criticou publicamente veículos de comunicação, como o Wall Street Journal, por não terem atualizado sua linguagem.
O argumento de Trump é que a palavra “artificial” confere à tecnologia uma conotação de falsidade, o que, segundo ele, não condiz com a realidade do avanço tecnológico. Em uma de suas declarações, o presidente afirmou que consideraria “inimigo” aqueles que continuassem a utilizar o termo antigo.
Entretanto, a abrangência da nova ordem é restrita. Ela se aplica apenas ao Executivo federal, e Trump não possui poder para impor a mudança de terminologia a empresas, cidadãos ou à imprensa. Além disso, a publicação recente não especifica um cronograma ou detalhes sobre como a proibição se aplicará fora do governo.
A reação da indústria foi variada. Elon Musk anunciou que a divisão de IA da SpaceX mudará seu nome para SpaceXSI. Durante um evento na Casa Branca, Jensen Huang, CEO da Nvidia, fez uma correção ao mencionar “AI”. Por outro lado, Greg Brockman, presidente da OpenAI, optou por manter o termo original.
A mudança de nomenclatura também gera confusão conceitual. No setor de tecnologia, “superinteligência” é geralmente utilizada para descrever sistemas que superam a inteligência humana em quase todas as tarefas, um marco ainda não alcançado. Contudo, na nova ordem executiva, “SI” possui o mesmo significado legal de “inteligência artificial”. A definição formal do novo termo deverá ser apresentada até 28 de novembro.