Soja enfrenta semana de incertezas com câmbio pressionando e mercado estagnado

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Mercado brasileiro de soja enfrenta baixa movimentação e pressão cambial.

O mercado brasileiro de soja iniciou a semana com baixa movimentação e cotações próximas da estabilidade, apresentando tendências de queda. A principal pressão sobre os preços se deu em razão da forte desvalorização do dólar, que superou os leves aumentos observados na Bolsa de Chicago.

Especialistas apontam que a oscilação cambial limitou a formação de preços no curto prazo. A abrupta queda do câmbio teve um impacto mais significativo nas cotações, prejudicando as expectativas de valorização da commodity.

Nos portos, as negociações foram escassas, com preços variando entre R$ 130 e R$ 132 por saca, geralmente com pagamento previsto para 30 dias. No interior do país, o ritmo de venda se manteve lento, com produtores hesitantes em negociar devido aos valores atuais, resultando em um mercado estagnado.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): caiu de R$ 125,50 para R$ 124,50.
  • Santa Rosa (RS): caiu de R$ 126,50 para R$ 125,50.
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00.
  • Rondonópolis (MT): caiu de R$ 110,00 para R$ 109,00.
  • Dourados (MS): caiu de R$ 113,00 para R$ 112,00.
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 112,00.
  • Paranaguá (PR): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00.
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 131,50 para R$ 130,50.

Soja em Chicago

No cenário internacional, os contratos futuros da soja apresentaram leve alta em Chicago, embora o dia tenha sido marcado por volatilidade. O mercado reagiu a indícios de uma possível redução das tensões no Oriente Médio, após declarações do presidente dos Estados Unidos, que sinalizaram avanços nas negociações com o Irã.

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No que diz respeito à demanda, os Estados Unidos registraram inspeções de exportação de 1,10 milhão de toneladas na última semana, superando o volume anterior. Além disso, foi confirmada a venda de 161,1 mil toneladas de soja para o México, com entrega prevista para a temporada 2025/26.

Outro fator importante foi o acordo entre Brasil e China que visa desbloquear embarques de soja que estavam enfrentando entraves sanitários, o que pode facilitar o fluxo comercial entre os dois países.

Contratos futuros de soja

Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio foi encerrado a US$ 11,63 por bushel, com uma leve alta de 0,19%, enquanto o contrato de julho subiu 0,21%, alcançando US$ 11,79. Entre os subprodutos, o farelo apresentou queda de 0,42%, sendo cotado a US$ 326,60 por tonelada, enquanto o óleo subiu 0,1%, para 65,58 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

No mercado cambial, o dólar comercial fechou o dia com uma queda de 1,31%, cotado a R$ 5,24, oscilando entre R$ 5,21 e R$ 5,31 durante a sessão, o que reforçou a pressão sobre os preços internos da soja.

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