Padrasto é sentenciado a mais de 95 anos de prisão por abuso sexual de enteadas no Rio Grande do Sul
Justiça condena homem a quase 100 anos por abusos sexuais contra enteadas.
A Justiça brasileira impôs uma severa sentença a um homem, que foi condenado a 95 anos e 9 meses de prisão e 3 anos e 8 meses de detenção. Ele foi responsabilizado por uma série de crimes sexuais perpetrados contra suas duas enteadas em Capela de Santana, localizado no Vale do Rio Caí.
Os abusos, que começaram quando as vítimas tinham apenas 5 anos, se estenderam por aproximadamente seis anos, até que as meninas completassem 11 anos. A decisão judicial reconheceu não apenas os crimes de estupro de vulnerável, mas também importunação sexual, posse e armazenamento de material pornográfico infantojuvenil, constrangimento ilegal e registro não autorizado de intimidade sexual.
A promotoria, que atuou no caso, apresentou a denúncia com base em evidências que demonstraram a gravidade e a continuidade das ofensas. Os atos sexuais ocorreram em sua maioria no ambiente familiar, onde o réu, como padrasto, se aproveitava da ausência da mãe para perpetrar os abusos. A situação se agravou ao longo do tempo, começando com toques indevidos e evoluindo para relações sexuais completas, sempre cercadas por ameaças psicológicas que buscavam silenciar as crianças.
Em virtude da natureza contínua dos delitos, a pena foi estabelecida em 37 anos e 6 meses de reclusão para cada vítima, totalizando 75 anos de prisão apenas pelos casos de estupro. Além disso, o condenado foi responsabilizado por outros crimes, como a exibição de conteúdos pornográficos e a produção de material ilegal dentro de sua residência.
A Justiça também determinou o pagamento de indenização mínima por danos morais às vítimas e negou o direito do réu de recorrer em liberdade. O homem, que tem 34 anos, foi detido pela Polícia Civil em agosto do ano passado e enfrentará as consequências de seus atos por um longo período.
