Janja se indigna com aliado de Trump que ofende brasileiras como ‘raça maldita’

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Janja da Silva critica declarações misóginas de conselheiro de Trump sobre brasileiras

A primeira-dama Janja da Silva expressou sua indignação em uma rede social em relação às declarações de Paolo Zampolli, conselheiro do ex-presidente americano Donald Trump. Segundo ela, é “impossível não se indignar” diante de tais falas que denigrem as mulheres brasileiras.

Zampolli, que foi casado por quase duas décadas com a brasileira Amanda Ungaro, é acusado de violência doméstica e abuso psicológico por sua ex-esposa. Essas alegações foram lembradas por Janja em sua publicação, ressaltando a gravidade do contexto em que Zampolli fez suas declarações.

“As mulheres brasileiras, com muita força e coragem, rompem, diariamente, ciclos de violência e de silenciamento”, afirmou a primeira-dama. “Não somos programadas para nada. Somos pessoas com voz, com sonhos e lutamos diariamente para viver com dignidade e liberdade para sermos quem quisermos”.

O Ministério das Mulheres também se posicionou sobre o assunto, repudiando as afirmações de Zampolli. Em nota, o órgão destacou que tais declarações reforçam um discurso de ódio e desvalorizam as mulheres, afrontando sua dignidade e respeito.

“A misoginia não constitui opinião. Trata-se de manifestação de ódio, aversão e incitação à violência, configurando prática criminosa”, enfatizou o Ministério, ressaltando que o ódio contra meninas e mulheres não pode ser relativizado pela liberdade de expressão.

Influência em deportação

Além das declarações misóginas, Zampolli foi acusado de ter influenciado a deportação de sua ex-esposa. Relatos indicam que ele teria feito uma ligação para um alto funcionário do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega (ICE) logo após a prisão de Amanda, que estava detida por suposta fraude no trabalho.

Documentos revelam que Zampolli sugeriu às autoridades que sua ex-mulher estava irregular no país, questionando a possibilidade de transferi-la para uma detenção do ICE. Como resultado, Amanda foi colocada sob custódia e posteriormente deportada.

Atualmente no Brasil, Amanda Ungaro afirmou acreditar que a influência de Zampolli foi crucial para sua deportação, mencionando promessas de casamento e estabilidade migratória durante o relacionamento.

O Departamento de Segurança Interna, responsável pelo ICE, declarou que Amanda foi detida e deportada devido ao vencimento de seu visto e acusações de fraude. O órgão negou qualquer sugestão de que sua deportação tenha ocorrido por motivos políticos ou por favorecimento.

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